FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO DO ESTADO DA BAHIA

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ARTIGO: Dinamizar a economia baiana

Comércio
15 de maio de 2021

O governador Rui Costa foi eleito para mais um mandato à frente do governo do Estado recebendo o aval da população para dar continuidade ao seu trabalho. Em 1o de janeiro iniciou-se o seu segundo mandato e seria importante que nessa nova fase, o governador e sua equipe elejam como uma de suas prioridades a dinamização da economia baiana em todos os setores. 
Muita coisa tem sido feita nessa área e cabe aqui registrar os investimentos em segmentos como a energia eólica, o agronegócio, a infraestrutura e a inovação, mas é fundamental que o governo tome para si a função de liderar a busca por investimentos. Além de apoiar o empresário baiano, especialmente o pequeno e médio, dando a ele o estímulo básico para investir e gerar emprego e renda para a Bahia. 
É imprescindível, por exemplo, a ampliação dos negócios no setor industrial, na agropecuária, na construção civil e na indústria extrativa mineral de modo a alavancar os setores produtivos. Mas é o setor terciário, que responde por cerca de 70% da formação do PIB, que está a demandar um apoio mais efetivo dos poderes públicos.
 Trata-se de um setor formado essencialmente por micro e pequenas empresas e que gera mais de 60% do emprego estadual. Dentre os entraves que dificultam o seu crescimento estão a elevada carga tributária e a excessiva burocracia, de forma que se espera dos governos estadual e federal a simplificação dos processos e a redução dos tributos. 
Por outro lado, é necessário que o governo se empenhe na dotação da infraestrutura para assim estimular novos negócios. Além do comércio e serviços, o setor de turismo é um dos que mais carecem da ampliação de investimentos e de uma ação mais efetiva para aquecer uma atividade que a Bahia é vocacionada. Não é de hoje que o turismo vem perdendo competitividade com dezenas de hotéis fechando as portas, além da retração do turismo de negócios. 
Por conta disso, o trade cobra por uma decisão sobre o Centro de Convenções, equipamento fundamental para o turismo corporativo, além de medidas mais vigorosas para atrair os chamados hubs de aviação, que a Bahia, infelizmente, está perdendo para cidades como Fortaleza e Recife. Ações para estimular o comércio de bens, serviços e turismo são, portanto, cruciais para ativar a economia baiana. 
Tradicionalmente, é o governo do Estado que lidera os ciclos de investimentos na Bahia, por isso, enfatizo mais uma vez que nesta fase o governo eleja o estímulo à economia como prioridade e que empresários e lideranças empresariais se unam ao poder público para alavancar o ambiente de negócios.