FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO DO ESTADO DA BAHIA

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ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CRUZEIROS MARÍTIMOS ABORDA DIFICULDADES DO SETOR

Comércio
15 de maio de 2021

O presidente da CLIA Abremar Brasil, que representa os cruzeiros marítimos no País, Marco Ferraz, falou sobre o impacto do setor no turismo nacional e as dificuldades que vêm afastando os navios da costa brasileira, durante a reunião da Câmara Empresarial do Turismo da Fecomércio-BA (CET), na quinta-feira, dia 30. O encontro, que reuniu empresários do trade, contou com a presença dos secretários municipal e estadual de Turismo, Érico Mendonça e Nelson Pelegrino, respectivamente.

Ferraz fez um apelo para que os empresários pressionem o Governo a manter os investimentos em infraestrutura nos portos brasileiros. Os problemas na cabotagem, unidos aos altos impostos, provocaram um enxugamento no número de navios previstos para a temporada 2016/2017: apenas seis confirmados, contra dez no ano anterior. Salvador está na rota de todos eles. “Na última temporada, os cruzeiros foram responsáveis por um impacto de R$2 bilhões na economia brasileira”, ressaltou.

Segundo dados da Abremar, o turista de navio gasta uma média de R$1.640 nas cidades visitadas. “Os cruzeiristas, normalmente, repetem viagens de navio nos seus períodos de férias. Essa tendência se observa tanto entre os estrangeiros quanto entre os brasileiros”, informou o palestrante. Outro dado importante é a geração de empregos ─ 32.700 postos de trabalho foram gerados no verão 2014/2015.

De acordo com Ferraz, na contramão do que ocorre no mundo, o número de cruzeiristas no Brasil decaiu nos últimos três anos. “Em Salvador, por exemplo, a queda foi de 30%, de 178 mil para 125 mil nas duas últimas temporadas. Para a próxima, a expectativa é de um déficit de 10% ”, avaliou.

A coordenadora da Câmara, Avani Duran, ressaltou a importância dos cruzeiros para o comércio e serviços.  “Os cruzeiros beneficiam muita gente, desde o pequeno ambulante, a baiana de acarajé, os restaurantes, farmácias, salões de beleza… Os cruzeiristas e os tripulantes movimentam toda uma rede de consumo nas cidades por onde passam”, declarou a empresária, que atua no segmento de turismo receptivo.

O secretário de Turismo do Estado, Nelson Pelegrino, ressaltou o apoio do Governo da Bahia à atividade nos portos baianos. “No período da temporada, temos nos preocupado bastante com a segurança, para tanto criamos a Operação Navio, que atende ao receptivo no Porto e também aos roteiros. Outro ponto de atenção do Estado é tornar o destino atrativo para que o turista tenha desejo de retornar, seja de navio ou por via aérea ou terrestre. Além de Salvador,  a cidade de Ilhéus também entrou na rota dos navios”, declarou o titular da pasta.

 

 

 

O presidente da CLIA Abremar Brasil, que representa os cruzeiros marítimos no País, Marco Ferraz, falou sobre o impacto do setor no turismo nacional e as dificuldades que vêm afastando os navios da costa brasileira, durante a reunião da Câmara Empresarial do Turismo da Fecomércio-BA (CET), na quinta-feira, dia 30. O encontro, que reuniu empresários do trade, contou com a presença dos secretários municipal e estadual de Turismo, Érico Mendonça e Nelson Pelegrino, respectivamente.

Ferraz fez um apelo para que os empresários pressionem o Governo a manter os investimentos em infraestrutura nos portos brasileiros. Os problemas na cabotagem, unidos aos altos impostos, provocaram um enxugamento no número de navios previstos para a temporada 2016/2017: apenas seis confirmados, contra dez no ano anterior. Salvador está na rota de todos eles. “Na última temporada, os cruzeiros foram responsáveis por um impacto de R$2 bilhões na economia brasileira”, ressaltou.

Segundo dados da Abremar, o turista de navio gasta uma média de R$1.640 nas cidades visitadas. “Os cruzeiristas, normalmente, repetem viagens de navio nos seus períodos de férias. Essa tendência se observa tanto entre os estrangeiros quanto entre os brasileiros”, informou o palestrante. Outro dado importante é a geração de empregos ─ 32.700 postos de trabalho foram gerados no verão 2014/2015.

De acordo com Ferraz, na contramão do que ocorre no mundo, o número de cruzeiristas no Brasil decaiu nos últimos três anos. “Em Salvador, por exemplo, a queda foi de 30%, de 178 mil para 125 mil nas duas últimas temporadas. Para a próxima, a expectativa é de um déficit de 10% ”, avaliou.

A coordenadora da Câmara, Avani Duran, ressaltou a importância dos cruzeiros para o comércio e serviços.  “Os cruzeiros beneficiam muita gente, desde o pequeno ambulante, a baiana de acarajé, os restaurantes, farmácias, salões de beleza… Os cruzeiristas e os tripulantes movimentam toda uma rede de consumo nas cidades por onde passam”, declarou a empresária, que atua no segmento de turismo receptivo.

O secretário de Turismo do Estado, Nelson Pelegrino, ressaltou o apoio do Governo da Bahia à atividade nos portos baianos. “No período da temporada, temos nos preocupado bastante com a segurança, para tanto criamos a Operação Navio, que atende ao receptivo no Porto e também aos roteiros. Outro ponto de atenção do Estado é tornar o destino atrativo para que o turista tenha desejo de retornar, seja de navio ou por via aérea ou terrestre. Além de Salvador,  a cidade de Ilhéus também entrou na rota dos navios”, declarou o titular da pasta.