FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO DO ESTADO DA BAHIA

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Expectativa comércio para 2023

Área do Conhecimento
10 de janeiro de 2023

Os consumidores baianos tiveram muitos desafios ao longo deste ano de 2022,sobretudo em relação à inflação e juros elevados. Essas duas variáveis limitaram a capacidade de consumo, elevaram a inadimplência das famílias ao nível recorde histórico e, por consequência,
diminuíram o ritmo de vendas no comércio, ficando abaixo das expectativas dos empresários.

Entretanto, os empresários do comércio da região estão no seu maior nível de otimismo desde 2020, segundo pesquisa da Fecomércio-BA. Mesmo com desempenho mais fraco nas vendas, é importante ressaltar que neste ano houve, por conta do fim da pandemia, menos restrições de funcionamento e circulação quando comparado com 2021, o que permitiu a volta de uma certa normalidade no comércio, reanimando os comerciantes.

Adicione a esse cenário os resultados positivos estimados pela Entidade para o último bimestre do ano, com a combinação de Black Friday, Copa do Mundo e Natal. A injeção do 13º salário traz um
gás nas vendas na reta final e mantem a trajetória de confiança ascendente.

E o mais importante, esse termômetro de fim de ano confirma a tendência favorável da confiança para 2023. A maioria dos empresários está otimista em relação à economia e ao seu negócio nos próximos seis meses. Isso é possível por conta de dois fatores: inflação com
tendência de baixa e maior geração de emprego.

Segundo o IPCA, do IBGE, os preços em Salvador subiram, em média, 8,87% até setembro, bem abaixo do pico de 13,41% de junho, claro sinal de arrefecimento. E no ponto do emprego, foram criadas 125 mil vagas na Bahia de janeiro até setembro. A melhora nas condições econômicas das famílias permitirá o melhor equilíbrio nas contas e, por consequência, maior potencial de compras no comércio.

E o setor varejista depende do tripé: emprego, renda e crédito. Embora tenha havido melhora em relação a emprego e renda, conforme apontam os números oficiais, o juro elevado será o grande desafio para consumidores e empresários em 2023. Dificultará, sobretudo, o consumo dos bens duráveis, nos setores como o de eletrodomésticos, eletrônicos, veículos, móveis, etc.

Por outro lado, em se tornando permanente o Auxílio Brasil no valor de 600 reais, deve ajudar a manter o ritmo mais aquecido naqueles setores básicos de consumo, supermercados e farmácias e, principalmente, no interior do estado onde há maior dependência desse programa de transferência de renda.

De fato, de maneira geral, poderia ser um cenário ainda melhor não fosse a instabilidade da economia mundial, limitando a redução dos juros no Brasil, o que ajudaria a dar mais sustentação ao tripé do consumo, com o fortalecimento do crédito. De qualquer maneira, com inflação mais amena e com emprego, são sinais suficientes e positivos para encarar 2023 com boas perspectivas