FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO DO ESTADO DA BAHIA

Central do conhecimento

ICEC 2021 | DEZEMBRO

ICEC
21 de dezembro de 2021

CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO RECUA 4% APÓS 6 ALTAS SEGUIDAS, APONTA FECOMÉRCIO-BA

Famílias endividadas, inflação e desemprego tem limitado as vendas no comércio.

Após seis meses consecutivos de alta, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), elaborado mensalmente pela Fecomércio-BA, registrou retração de 4% em dezembro na comparação com o mês anterior. O índice atingiu 110,5 pontos ante os 115,1 de novembro. Contudo, na comparação com o mesmo período do ano passado, o indicador sobe 6,7%.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) varia de 0 a 200 pontos, sendo de 0 a 100 considerado um patamar otimista e de 100 a 200, nível otimista.

Todos os três sub-índices que compõem o ICEC recuaram neste último mês de 2021. O destaque, em termos de variação, foi do Índice de Investimento do Empresário do Comércio que caiu 5,2% e voltou ao patamar de pessimismo ao passar dos 103,8 pontos em novembro para os atuais 98,4 pontos.

Os empresários têm recuado um pouco mais ao pensar em investimentos para a sua empresa. As vendas de final de ano para alguns setores podem ter ficado abaixo da expectativa e, por isso, os planos podem ser revistos para o próximo ano. Tanto que a intenção de contratação também caiu, 4,1%.

Com o cenário de endividamento das famílias, inflação e desemprego, evidentemente coloca os empresários numa situação bem desafiadora. Eles estão considerando um momento pior tanto para a economia quanto para o seu negócio. O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio – ICAEC retraiu 4,7% e amplia o pessimismo, de 87,6 pontos para 83,5 pontos, entre novembro e dezembro.

E mesmo olhando para o futuro próximo, daqui seis meses a um ano, o quadro avaliado pelos empresários é de menos otimismo. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) registrou queda de 2,7%. Embora a pior avaliação desse sub-grupo seja em relação a economia brasileira (143,5 pontos), quem mais caiu em dezembro foi a expectativa das empresas comerciais, com -4,8% e atingindo os 153,1 pontos.

A retração da confiança, embora ainda esteja no patamar otimista, é um sinal claro de que a economia está reagindo de maneira muito devagar. Criou-se uma expectativa muito positiva para o final do ano e que não deve ser concretiza na mesma proporção, devido a inflação, desemprego e crédito mais caro. Pode-se creditar ainda o cancelamento dos eventos públicos de Réveillon, que poderia ser um bom motivador de compras no comércio.

A avaliação dos empresários, no entanto, é favorável, sob qualquer ótica do ICEC, em relação a dezembro de 2020. Resumindo os números, quadro melhor do que o ano passado, porém, aquém do que se planejava para esta época do ano.

E pior, as condições de incertezas e instabilidades devem continuar no próximo ano, mantendo os empresários cauteloso em relação a investimentos e contratações, o que seria essencial para uma recuperação mais rápida do consumo e das vendas.