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ICEC 2021 | SETEMBRO

ICEC
5 de novembro de 2021

OTIMISMO DO EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO ATINGE MAIOR PATAMAR DESDE ABRIL DE 2020, APONTA FECOMÉRCIO-BA 

Comércio se anima com a retomada das vendas, sem previsão de novas restrições e o avanço da vacinação. 

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), elaborado mensalmente pela Fecomércio-BA, segue no seu ciclo de expansão. Em setembro, o índice cresceu pelo quarto mês consecutivo e atinge os 106,9 pontos, o maior patamar desde abril do ano passado (114,7 pontos). Em relação ao mês anterior, houve avanço de 5,3%, e desde maio, quando começou a sequência positiva, o ICEC já evoluiu 27,7%.  

Todos os três índices que compõem o indicador registraram crescimento no mês, tal com os sub-índices. O destaque, em termos de variação, foi do ICAEC – Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio que subiu 8,6% na comparação mensal e se situa nos 84,6 pontos. 

Embora tenha havido o avanço, esse índice ainda está no patamar de pessimismo, abaixo dos 100 pontos. Porém, as avaliações negativas estão sendo melhoradas e principalmente em relação ao dia a dia do comércio. As restrições de funcionamento estão se reduzindo, os consumidores estão voltando, as vendas estão crescendo e a vacinação se acelerando. No levantamento mensal da Fecomércio-BA, o comércio do estado cresceu 9,2% em julho e acumula mais de 20% de aumento nos sete meses de 2021. 

Pode-se pensar que a inflação seja uma variável negativa e que esteja atrapalhando as vendas. De fato, os consumidores estão priorizando os gastos e reduz o ritmo de compras em alguns segmentos do varejo. Contudo, isso não invalida a melhora do sentimento do empresário com a expansão da economia contra um cenário sombrio que ele atravessou recentemente com restrições severas de funcionamento. 

E o importante é que o empresário do comércio de Salvador aumentou o otimismo em relação ao futuro próximo. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio – IEEC registrou alta mensal de 4,3% ao passar de 139,1 pontos em agosto para os atuais 145 pontos. Todos os três sub-índices estão na casa dos 140 pontos, mas o mais elevado é o Índice de Expectativa das Empresas Comerciais, com 149,8 pontos. Ou seja, confiança maior em relação ao próprio negócio do que no âmbito da economia em geral.  

A elevação do otimismo também deve estar atrelado às expectativas de fim de ano, melhor momento para o comércio, com as vendas da Black Friday e do Natal. Tanto quanto o Índice de Investimentos do Empresário do Comércio, o IIEC, subiu 4%, atingindo 91,3 pontos e o sub-índice de maior otimismo é o de intenção de contratação, com 123,1 pontos. Desta forma, pode-se pensar num momento favorável para contratação de temporários para os eventos do último trimestre do varejo. 

Outro ponto positivo para o final do ano é que os estoques estão, para 54% dos entrevistados, no patamar adequado. Houve uma redução nos últimos meses dos que responderam que os estoques estão acima do adequado. Ou seja, diante da melhora das vendas, os empresários conseguiram gradativamente ir desovando os produtos parados da pandemia e chegam ao final do ano mais bem posicionados. 

Portanto, o empresário do comércio recuperando o seu otimismo de forma lenta e gradual e deve continuar no ciclo de expansão nos próximos meses, podendo haver oscilações pontuais. A expectativa é enorme para recuperação das vendas nos meses de novembro e dezembro, sobretudo o Natal, com o estímulo do 13º salário.  

É a janela que terão para se adequarem financeiramente, pois o ano de 2022 promete ter muitas turbulências, com inflação alta e pressão sobre o consumo de energia. Porém, até chegar no futuro próximo, a média do comércio deve desempenhar positivamente e trazer bons faturamentos para o setor que tanto sofreu durante a pandemia.