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ICEC 2022 | SETEMBRO

ICEC
24 de outubro de 2022

CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS ESTAGNA PELO 4º MÊS, APONTA FECOMÉRCIO-BA

Inadimplência elevada prejudica a retomada das vendas e da confiança.

 

Em setembro, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), elaborado mensalmente pela Fecomércio-BA, apresentou mais uma estabilidade técnica, a quarta seguida. No mês, o índice foi de 117,9 pontos, variação de 0,2% na comparação com agosto. No contraponto anual, houve crescimento de 10,3%.

O ICEC varia de 0 a 200 pontos, sendo que entre o intervalo de 100 a 200 pontos é considerado um patamar de confiança dos empresários de Salvador e, de 0 a 100 pontos, nível de pessimismo. Quanto mais perto dos extremos, 0 e 200 pontos, mais confiante ou mais pessimista estará o empresário do comércio.

Entre os três índices que compõem o ICEC, os resultados foram totalmente distintos, de alta, baixa e estabilidade. A queda foi registrada no ICAEC – Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio, de -2,9% e volta aos 96,2 pontos. Há um ano, o patamar foi de 84,6 pontos. E para esse desempenho, houve retração mais forte nas avaliações sobre a situação do comércio, ou seja, do ritmo de vendas que estão abaixo da expectativa criada para esta época do ano.

Com estabilidade técnica, variação de 0,2%, o IEEC – Índice de Expectativa do Empresário do Comércio ficou nos 153,3 pontos. Na comparação anual, o avanço foi de 5,7%. Dentre os quesitos avaliados pelos empresários, o que chama a atenção foi a melhora no olhar futuro da economia geral, o que não se reflete quando questionados sobre o comércio nos próximos meses, pois houve ligeira queda de 0,8%.

E no sentido positivo, o IIEC – Índice de Investimento do Comércio com alta de 3,1% ao passar de 101,2 pontos em agosto para os atuais 104,4 pontos. No contraponto anual, o saldo também foi favorável, de 14,4%. Embora as avaliações do comércio tenham sido mais negativas, há um aumento na intenção de contratação e de investimento. Isso pode ser explicado pela época do ano, momento em que se pensa as estratégias para o Natal, tanto na composição de colaboradores quanto na formação dos estoques.

A tradução dos números é de um cenário delicado, de cautela. Os empresários estão mais otimistas do que estavam há um ano, mas ainda não conseguem aumentar as avaliações positivas, por conta do ritmo de vendas aquém do esperado. De qualquer forma, precisam apostar no setor para o final do ano, momento mais esperado para o comércio.

O ICEC tem custado a avançar, pois os empresários estão vendo a dificuldade de consumo da população, sobretudo com o crédito mais caro. A Fecomércio-BA vem alertando nas suas análises sobre o nível recorde de famílias inadimplentes e a consequência disso para as vendas no comércio.

Não há sinais claros de uma possível melhora significativa nas condições econômicas das famílias para o final deste ano, no sentido poder fazer uma diferença positiva no desempenho do Natal. De qualquer forma, com a inflação cedendo e o mercado de trabalho mais aquecido, as consequências devem ser vistas no 1º semestre de 2023.