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ICEC | JUNHO 2024

ICEC
27 de junho de 2024

CENÁRIO ECONÔMICO BRASILEIRO ABALA CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO, QUE CAI PELO 8º MÊS SEGUIDO, AVALIA FECOMÉRCIO-BA

Instabilidade política e econômica, além do fraco desempenho do país afetam negativamente a confiança. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) apontou a oitava queda consecutiva e, em junho, atingiu os 107,5 pontos, recuo mensal de 0,4% e retrai no comparativo anual, -2,4%. O atual patamar é o mais baixo desde setembro de 2021. O ICEC varia de 0 a 200 pontos, sendo que valores entre 100 e 200 pontos indicam confiança dos empresários de Salvador, enquanto valores de 0 a 100 pontos refletem pessimismo. Quanto mais próximo dos extremos (0 ou 200 pontos), maior a confiança ou pessimismo dos empresários do comércio. Está muito nítido, desde os últimos meses, que a redução na confiança, embora ainda no patamar de otimismo, vem de forma mais expressiva de uma avaliação negativa da economia nacional e menos do quadro do próprio setor do comércio. Por exemplo, o índice das condições atuais do empresário (ICAEC) do comércio caiu 2,2% em junho e voltou para os 83,2 pontos. Porém, enquanto o sub-índice das condições atuais da economia está em 72,5 pontos, queda mensal de -3,6%, o índice das condições atuais das empresas comerciais está em 96,8 pontos, recuo de 2,6% na comparação com maio. Da mesma forma quando o olhar é para o futuro próximo. O índice de expectativa do empresário do comércio (IEEC) ficou 1,2% abaixo do mês anterior e se situa nos 141,4 pontos. Na análise dos sub-índices, o da expectativa brasileira cai 1,8% e fica nos 130,4 pontos e o da expectativa das empresas comerciais recua 0,6%, mas continua sendo o mais elevado entre os tópicos analisados pelo ICEC, com 154 pontos. E um ponto importante – e positivo – da pesquisa foi o aumento de 2,3% no índice de investimento do empresário do comércio (IIEC) e sobe para os 97,8 pontos. Com destaque para o indicador de contratação de funcionários que avançou 4,3% e sobe para os 107,6 pontos. E tato o nível de investimento das empresas quanto a situação atual dos estoques estão com alta no comparativo mensal. A Fecomércio-BA tem divulgado um bom desempenho do comércio baiano. De acordo com o levantamento mais recente, as vendas no estado crescem 6% no primeiro quadrimestre, influenciado pela recuperação da capacidade de consumo das famílias, através de um mercado de trabalho aquecida, inflação mais baixa e juros menores. Embora pareça contraditório, vendas subindo e confiança caindo, mas tem o ponto da economia nacional crescendo pouco e com muita instabilidade política, dificultando o horizonte, a previsibilidade dos empresários, em relação aos preços, juros, etc. Fala-se muito sobre a falta de uma política fiscal clara de equilíbrio das contas públicas, gerando incertezas sobre o cenário nacional, mantendo o Brasil na eterna armadilha do baixo crescimento. Portanto, o dia a dia das empresas do comércio tem sido relativamente positivo, com muitos desafios, sobretudo em relação aos custos, mas que segue com crescimento nas vendas. Os entraves estão claros e as soluções também, o que se fossem trabalhados de forma mais célere, contribuiriam para um ganho maior os empresários e uma recuperação na sua confiança.