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ICEC | MARÇO 2024

ICEC
18 de abril de 2024

CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DO COMÉRCIO REDUZ PARA MENOR PATAMAR EM OITO MESES

Piora na percepção sobre as condições atuais e ajuste nos investimentos revelam um momento de reavaliação estratégica sobre os negócios. Em março de 2024, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) registrou uma nova retração, a quinta variação mensal negativa consecutiva, situando-se em 133,1 pontos. Esse nível representa o menor patamar de confiança desde julho de 2023, refletindo uma continuidade na tendência de cautela entre os empresários do comércio, apesar do patamar ainda seguir em nível de confiança. O ICEC varia de 0 a 200 pontos, sendo que valores entre 100 e 200 pontos indicam confiança dos empresários de Salvador, enquanto valores de 0 a 100 pontos refletem pessimismo. Quanto mais próximo dos extremos (0 ou 200 pontos), maior a confiança ou pessimismo dos empresários do comércio. A análise detalhada dos componentes do ICEC revela uma leve retração de -0,1% na percepção sobre as condições atuais, influenciada por uma queda de -1,6% no item específico de condições atuais do comércio, que avalia a perspectiva dos empresários sobre seu setor. Nota-se, contudo, uma estabilidade na percepção otimista sobre as condições atuais das empresas, enquanto a visão sobre a economia como um todo melhorou em 1% em relação a fevereiro de 2024, mas segue em nível de insatisfação, com 85 pontos. O resultado aponta para uma percepção mais otimista dos empresários sobre a realidade específica de seus negócios do que em relação ao cenário geral. As expectativas de médio prazo para o setor também experimentaram uma retração, com o índice de expectativas do empresário decrescendo -0,2% em março. Esse movimento marca o quinto mês consecutivo de piora nas expectativas, destacando uma preocupação maior sobre a sustentação da atividade econômica e o surgimento de desafios no horizonte relevante. E o índice de Investimento do Empresário do Comércio reflete de forma ainda mais direta a cautela no ambiente de negócios, apresentando uma redução mensal de -1,9% em março, após igual queda de -2,5% em fevereiro. Esse movimento de março levou o índice para a zona de pessimismo, influenciado principalmente por uma avaliação mais negativa sobre os estoques, com mais empresários relatando um nível acima do considerado adequado, e que se traduz em um momento de reavaliação das estratégias de investimento e de manutenção do quadro de funcionários. Em meio a essas circunstâncias, embora a perspectiva para as condições atuais da economia e para o setor do comércio permaneça cautelosa, os empresários têm se mantido mais positivos com relação à situação do seu próprio negócio. E enquanto as expectativas futuras ainda se mantêm em um nível mais otimista, a atualidade revela desafios imediatos que demandarão adaptações e decisões prudentes por parte dos empresários.