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Comércio cresce 57,3% em maio em relação a 2020 e sobe 7,9% na comparação com o mesmo mês pré-pandemia, aponta Fecomércio-BA

Câmaras do Comércio, Comércio, Economia, Sistema Comércio
8 de julho de 2021
Comércio cresce 57,3% em maio em relação a 2020 e sobe 7,9% na comparação com o mesmo mês pré-pandemia, aponta Fecomércio-BA

O comércio baiano registrou 9,7 bilhões de reais de faturamento no mês de maio, alta de 57,3% em relação a igual período de 2020, segundo levantamento da Fecomércio-BA com base nos dados da PMC, do IBGE.

O consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze comenta que essa variação não é a mais adequada por conta da base de comparação fragilizada, “pois nesse período do ano passado, o setor vivia o seu pior momento da pandemia do coronavírus, com restrições severas de funcionamento”.

“Mesmo assim, quando se realiza a comparação com maio de 2019, antes da pandemia e que havia condições normais, o faturamento atual é 7,9% superior ao registrado àquela época. Esse resultado supera as expectativas. A Fecomércio-BA havia projetado uma alta de 0,5% para alguns setores específicos relacionados ao Dia das Mães”, destaca Dietze.

Além do forte crescimento, é o melhor resultado para o mês de maio desde 2017. E das oito atividades analisadas pela Entidade, seis estão com faturamento superior ao pré-pandemia.

“O destaque, em termos de variação, é do setor de Eletrodomésticos e eletrônicos, com alta de 37,6% na comparação com 2019. As vendas atingiram dois bilhões de reais, o mais alto para o mês desde 2012, quando a Fecomércio-BA começou a analisar os números”, pontua o economista.

Destaca-se também o setor de materiais de construção com a elevação de 26,1% em relação ao pré-crise. Vale ressaltar que parte do aumento do faturamento está ligado ao aumento de preços desse segmento. Segundo o IBGE, o item Reparos, que trata de tintas, tijolos, revestimentos, entre outros, teve aumento médio nos preços de 12,5%, nos últimos 12 meses, na Região Metropolitana de Salvador.

“Os setores básicos de consumo, Supermercados e Farmácias, registraram crescimento de 1,4% e 6,5%, respectivamente. Embora seja uma variação mais modesta, são atividades que estão vendendo próximo dos níveis recordes históricos”, afirma o economista.

Além disso, segundo Guilherme Dietze as concessionárias de veículos também seguiram a tendência positiva quando comparado com 2019 e estão conseguindo se recuperar da pandemia com a alta de 14,3% e faturando 1,45 bilhão de reais, maior para o mês da série.

“Os custos de produção mais elevados, menor produção e maior demanda, é a combinação para que haja o aumento de preços na ponta para o consumidor que enfrenta, em alguns casos, espera para receber o seu veículo”, cita o consultor.

E por fim, ainda no campo positivo, o setor de móveis e decoração com crescimento de 7,9%. Setor impulsionado pelo setor imobiliário e construção civil.

No sentido oposto estão as lojas de roupas e calçados com queda de 17,9% e o grupo Outras Atividades com recuo de 10,4%. O setor de vestuário ainda não consegue encontrar o seu caminho de recuperação, pois sente o reflexo da menor necessidade de aquisição de roupas novas, além da maior dificuldade de inserção dos produtos no canal digital.

“Após um pequeno período no início do ano que indicava um cenário mais negativo, com a chegada do auxílio emergencial a partir de abril, trouxe uma nova perspectiva para o comércio daqui pra frente, sobretudo, com a sua prorrogação, a princípio, até outubro. Além disso, a vacinação está caminhando cada vez mais forte, aliado a abertura da economia com menos restrições de funcionamento”, esclarece Dietze.

Segundo o consultor econômico, as condições, em geral, serão melhores para o comércio, com a recuperação da confiança do empresário e, como consequência, uma maior intenção de gerar novos empregos.

“No entanto, para o consumidor, o quadro ainda é delicado no curto prazo, principalmente pela inflação de alimento e dos reajustes nos combustíveis e na tarifa de energia, que devem pressionar o orçamento das famílias”, destaca o economista.