FEDERAÇÃO DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO DO ESTADO DA BAHIA

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Comércio e serviços contribuíram para 63% do saldo de emprego na Bahia em 2022, avalia Fecomércio-BA

Sistema Comércio
9 de fevereiro de 2023
Comércio e serviços contribuíram para 63% do saldo de emprego na Bahia em 2022, avalia Fecomércio-BA

No ano passado, o saldo foi positivo de 120,4 mil empregos.

O ano de 2022 foi muito positivo em relação ao emprego na Bahia. Entre admitidos e demitidos, o saldo foi de 120,4 mil empregos com carteira assinada, número não muito distante do visto no ano anterior, de pouco menos de 140 mil. Os dados são do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e analisados pela Fecomércio-BA e CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Embora o saldo tenha sido positivo no ano, em dezembro houve fechamento de 16,3 mil postos de trabalho, sazonalmente o mês é marcado por mais demissões do que contratações.

Do saldo geral do ano, os setores de Comércio e Serviços tiveram grande participação, de 63%, ou 74,4 mil empregos abertos. Dentro do segmento de Serviços, o destaque, até pela sua importância, são as áreas de Saúde e Educação com saldo superior a 15 mil empregos.

Para o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, o que chama a atenção é o saldo positivo de 5,7 mil postos de locação de mão de obra temporária, “o que tem se tornado cada vez mais frequente entre as empresas essa praticidade e desburocratização com serviços terceirizados. Além desses, outro destaque é o grupo de Alimentação e Alojamento com saldo em 2022 de 7,5 mil empregos criados. Parte desse número está certamente ligado ao setor de turismo, um dos principais pilares da economia baiana”.

O comércio, por sua vez, apontou um saldo positivo de 17,1 mil, sendo que 11,2 mil vieram do varejo especificamente. No segmento de alimentação, como supermercados, mercados, armazéns e até incluindo bebidas e fumo, o saldo foi de 5,5 mil postos abertos em 2022 no estado, sendo o grande destaque do setor varejista.

Outro setor que conseguiu bons números foi o de Farmácias, Perfumarias e Cosméticos, com saldo de 1,6 mil, muito próximo dos 1,3 mil da área de vestuário, calçados, acessórios e artigos de viagem.

Além do Comércio e Serviços, todos os demais segmentos registrados no CAGED apontaram com saldo positivo em 2022, tais como: Indústria (19,9 mil), Construção (19,6 mil) e Agropecuária (5,5 mil).

“O resultado do ano deve ser comemorado, pois foram empregos gerados com carteira assinada e que ajudaram – e muito – as famílias a recomporem o seu poder de compra diante de um processo inflacionário intenso como foi no ano passado. Além disso, permitiu, sobretudo com a injeção do 13º salário, o pagamento de dívidas em atraso no final do ano”, esclarece o economista.

Entretanto, o dado de dezembro liga o alerta, pois mostra uma desaceleração importante quando se compara com períodos semelhantes.

“Talvez por conta de um novo governo, as empresas busquem a cautela momentânea, o que pode ser revertido caso a nova equipe dê previsibilidade em pontos importantes como os gastos públicos, o controle inflacionário, a redução de entraves às empresas, redução da carga tributária, entre outros fatores que são decisivos na hora de aportar recursos na criação e ampliação dos negócios com geração de emprego. Portanto, a tendência no início do ano deve continuar com geração aquém do esperado, mas espera-se uma melhora para o 2º trimestre do ano”, comenta Dietze.