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Comércio varejista fecha 2,9 mil vagas formais na Bahia no 1º trimestre, avalia Fecomércio-BA

Sistema Comércio
5 de maio de 2022
Comércio varejista fecha 2,9 mil vagas formais na Bahia no 1º trimestre, avalia Fecomércio-BA

Dados do CAGED refletem o desempenho fraco do comércio

As vendas do comércio varejista na Bahia no primeiro bimestre estão praticamente iguais as do mesmo período do ano passado, de acordo com cálculos da Fecomércio-BA, com base nos dados do IBGE. Esse desempenho está abaixo das expectativas que havia no final do ano passado.

“Evidentemente, com os eventos não esperados, como a Ômicron e a guerra da Ucrânia trazendo mais pressão sob os preços, o ânimo dos varejistas esfriou”, aponta o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, acrescentando que este cenário se reflete em quedas consecutivas no Índice de Confiança do Empresário do Comércio de Salvador (ICEC).

O problema desse cenário é que há o impacto no emprego formal, exatamente a variável crucial para a proteção da renda contra a inflação. O CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, apontou fechamento de 2,9 mil vagas no comércio varejista do Estado, entre janeiro e março deste ano.

O destaque negativo é do grupo de artigos de vestuário, calçados e acessórios com saldo de admitidos e demitidos de 1,9 mil postos fechados no período.

Outro setor que apresentou saldo negativo relevante foi o de móveis e artigos de iluminação com 424 vagas fechadas. E se adicionar as lojas de artigos de cama, mesa e banho, o saldo sobe para -756 vagas.

Tem sobrado também para o setor básico da economia, o de alimentos e bebidas. No primeiro trimestre, houve fechamento de 346 empregos formais nos hipermercados e supermercados.

É importante ressaltar que quadro mais negativo no emprego foi da maioria, mas não absoluta. Setores como o de produtos farmacêuticos registraram abertura de 382 vagas no primeiro trimestre, seguido de comércio de combustíveis (215) e materiais de construção (181).

“Enfim, é o tal ciclo da economia. Se o comércio vende menos, contrata menos ou amplia a demissão e a renda perdida pelo trabalhador acaba impactando exatamente o comércio novamente com menos consumo. É um dado de certa forma frustrante, pois indica que a situação é bastante delicada para a economia baiana, sobretudo em relação ao comércio varejista”, diz o economista.