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Em um ano, sobe de 28% para 55% o percentual de famílias que enxergam melhoria profissional nos próximos meses, aponta Fecomércio-BA

Sistema Comércio
30 de agosto de 2022
Em um ano, sobe de 28% para 55% o percentual de famílias que enxergam melhoria profissional nos próximos meses, aponta Fecomércio-BA

Intenção de Consumo das Famílias de Salvador cresce 1,4% em agosto.

O ICF – Índice de Intenção de Consumo das Famílias, elaborado mensalmente pela Fecomércio-BA, cresceu 1,4% em agosto na comparação com julho e chega aos 88,3 pontos, contra os 87,1 pontos do mês anterior. No contraponto anual, o avanço foi de 16,7%, quando em agosto de 2021 o ICF foi de 75,7 pontos.

O ICF varia de 0 a 200 pontos. Entre 0 e 100 pontos é considerado um nível de insatisfação com as condições econômicas. Já no intervalo de 100 a 200 pontos a avaliação é de satisfação. Quanto mais próximo dos extremos, 0 e 200, mais o sentimento é pessimista ou otimista.

Dos sete itens analisados pelo ICF, seis registraram aumento no mês. Dentre eles, o que chama mais atenção é o Perspectiva Profissional que subiu 1% em agosto no contraponto mensal e 89,8% na comparação anual.

“O item é o mais bem avaliado do indicador, com 119,6 pontos. Em percentual, são 55,4% das famílias que disseram que deve haver uma melhoria profissional para o responsável pelo domicílio nos próximos seis meses. Há um ano, o quadro era mais negativo, com 28,4% respondendo positivamente”, destaca o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze.

Outro item relacionado ao mesmo tema, o “Emprego Atual”, avançou 1,7% no mês e 36,2% na comparação anual. Também na área de otimismo com 115,9 pontos, com a maioria das famílias (36,2%) dizendo estar mais segura no emprego atual do que há um ano.

“De fato, os dados oficiais do IBGE e do CAGED confirmam que o mercado de trabalho está mais aquecido. No entanto, o ganho de renda ainda está pressionado pela inflação. Embora o item Renda Atual tenha crescido 1,8% no mês, a sua pontuação ainda está abaixo dos 100 pontos, com 97,6 pontos. Assim, a recuperação da renda não tem sido acompanhada na mesma proporção que a melhora no emprego”.

A pontuação do item “Acesso a Crédito” foi de 88,7 pontos, alta de 4,3% em relação a julho. Contudo, está 4,6% abaixo do nível do ano passado.

Mesmo com o crédito relativamente mais fácil, as famílias não estão considerando um bom momento para compra de bens como geladeira, fogão, televisor etc. O economista Guilherme Dietze pontua que “o item Momento para Duráveis caiu 3,1% e volta ao patamar de junho de 2021. Além do crédito mais caro, as famílias estão com muitas dívidas e priorizando os gastos nos setores essenciais e deixando o consumo de bens que, em grande parte, precisa de financiamento para depois”.

E o apetite para consumo no momento, de fato, ainda está relativamente fraco. Porém, a perspectiva para o futuro próximo é cada vez mais otimista.

Os itens “Nível de Consumo Atual” e “Perspectiva de Consumo” subiram, respectivamente, 1,4% e 0,4%. O primeiro ficou nos 62,4 pontos e o segundo nos 95,4 pontos.

Entre as duas faixas de renda avaliadas pela pesquisa, a que mais puxou o resultado do mês foi a de renda acima de 10 salários-mínimos, que subiu 7% e atingiu 116,7 pontos. O ICF de renda mais baixo evoluiu 0,7% e está nos 85,7 pontos. De forma geral, a tendência é de aumento da intenção de consumo por conta da melhora no emprego.

“O ritmo de crescimento do indicador será mais forte quando a inflação começar a dar sinais mais expressivos de arrefecimento ou até mesmo queda. E isso tende a acontecer mais para o final deste ano e em 2023, o que ajudará na recuperação das vendas no comércio que, por enquanto, ainda estão abaixo das expectativas”, ressalta Dietze.