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Fecomércio-BA realiza evento virtual voltado para as projeções econômicas na Bahia e Brasil

Comércio
15 de maio de 2021

PIX para os empresários e panorama econômico do setor varejista na Bahia e Brasil foram os assuntos discutidos na manhã desta quinta-feira (25), de forma virtual, no evento Perspectivas Econômicas 2021, idealizado pela Fecomércio-BA. O encontro contou com a participação das economistas Kelly Carvalho e Izis Ferreira, e do consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze.

O evento recebeu ainda presidentes de sindicatos da Bahia, imprensa e diretores da Fecomércio-BA. O presidente Carlos de Souza Andrade foi responsável pela abertura do evento. “Que bom que temos recursos para apresentarmos este evento. Apesar das dificuldades, nós conseguimos desenvolver este trabalho juntos”, declarou.

O consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, apresentou que o faturamento do comércio da Bahia em dezembro foi de R$ 102,5 bilhões, uma queda de 6,7% em relação ao ano anterior. Esses dados revelam o pior desempenho anual do setor desde 2011.

“O comércio baiano já vinha se deteriorando desde 2015 e a Covid só acelerou o processo. No último mês de dezembro tivemos uma queda de 3,5%, nas vendas do Natal, bem abaixo do projetado (+2%) o que fez com que o ano encerrasse com queda de 6,7%. Isso representa uma redução monetária de R$ 7,4 bilhões”, explicou o consultor.

Segundo Guilherme, os setores de eletrodomésticos, móveis e materiais de construção, tiveram uma queda de 42% no mês de abril, entretanto devido ao auxílio emergencial, em agosto cresceu por volta de 55%.

5,9% milhões de cidadãos foram beneficiados com o auxílio emergencial. Para o economista da Fecomércio-BA, “sem o auxílio emergencial no varejo baiano, a estimativa é de uma queda anual nas vendas de 22%.

No panorama econômico nacional, a economista na Divisão Econômica da CNC- Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Izis Ferreira abordou sobre as expectativas econômicas para esse ano e o comércio varejista.

“Dentre os grandes setores da atividade, o varejo foi um dos que se recuperou mais rápido das perdas entre março e maio. Em junho, o setor já registrava volume de vendas superior ao nível pré-pandemia”, esclareceu Izis.

Para a economista, o auxílio emergencial foi fundamental para a recuperação do setor, que encerrou o ano de 2020 atípico com crescimento no volume de vendas (+1,2%). Com o agravamento da pandemia e atraso na vacinação da população em geral, deve acontecer a inibição da recuperação econômica no primeiro trimestre (PIB -1,0%).

Lançado em dezembro de 2020, o PIX chegou como um modelo de inovação nos meios de pagamento. Agilidade no processamento dos valores e fluxo de pagamentos são alguns dos seus benefícios. Para a economista e assessora do Conselho do Comércio Eletrônico da Fecomércio SP, Kelly Carvalho, esse modelo de pagamento ajuda a alavancar a experiência do cliente.

“O PIX veio para compor essa rede que já temos hoje, tanto para a pessoa física quanto para jurídica, fazendo com que o mercado fique extremamente concorrencial e alavanque sua eficiência, principalmente na geração de menor custo nas transações”, pontuou a economista durante sua apresentação no evento.

De acordo com Kelly Carvalho, “o que vai potencializar o uso do PIX no varejo é a permissão de pagamentos parcelados. Esse modelo de pagamento hoje, é uma transação que ocorre à vista, trazendo essa nova funcionalidade, parecida com o cartão de crédito, vai melhorar a experiência de compra dos consumidores.