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FEIRA EXIBE O RESULTADO DOS CURSOS DE VALORIZAÇÃO SOCIAL DO SESC NO PRIMEIRO SEMESTRE

Comércio
15 de maio de 2021

A “Feira Sesc de Artesanato das Comunidades” movimentou a Praça Tereza Batista, no Pelourinho, na quarta-feira, 15 de junho. Realizada duas vezes por ano, a mostra exibe e comercializa o trabalho dos alunos dos cursos de Valorização Social mantidos pelo Sesc em Salvador. Neste semestre, cerca de 8 mil pessoas, em sua maioria de comunidades carentes, participaram de cursos gratuitos de artesanato, culinária, trabalhos manuais, apresentação pessoal e corte & costura.

Quem circulou pelos estandes com todo tipo de artesanato manual, além de quitutes, conferiu um trabalho que simboliza para muitos dos alunos atendidos uma nova oportunidade de geração de renda em tempos de crise, além do resgate da autoestima. É o caso de Cristiane Gonzaga, moradora de Itapagipe, concluinte dos cursos de Pintura em Tecido e Macramê. “Liberdade financeira é tudo para a mulher. E isso eu conquistei através do Sesc. Com o artesanato ainda posso ajudar meu marido com as contas da casa”, conta.

Somente neste primeiro semestre de 2015, o Sesc atendeu 8 mil alunos em Salvador, distribuídos em 600 turmas divididas entre o CFA (Centro de Formação Artesanal do Sesc), que fica no Pelourinho, e em 71 núcleos comunitários espalhados pela cidade, em bairros como Águas Claras, Capelinha, Tancredo Neves, Brotas, Cajazeiras, Lobato, Cosme de Farias, entre outros.

O gerente do CFA, Jairo Gomes, recorda que, há três anos, a mostra migrou para o Pelourinho, com o apoio de órgãos do Governo do Estado, ocupando mais espaço e com mais atrações. “Realizamos a Feira duas vezes ao ano para marcar o encerramento dos cursos a cada semestre. A comercialização não é o ponto principal, mas sim o contato dos alunos com o público e a troca de experiência entre eles, fomentando o empreendedorismo”, diz Jairo.

Para a concretização desse trabalho, o Sesc conta com uma rede de apoiadores, entre espaços localizados nos bairros atendidos e os líderes comunitários a exemplo de Joanice Querino, de Cosme de Farias. “Algumas pessoas estavam desempregadas e já estão ganhando dinheiro em apenas quatro meses de curso, fazendo doces para vender”, comemora ela, que foi responsável por divulgar os cursos na comunidade.

Para o 2º semestre, dona Joanice já tem 250 pessoas interessadas e uma oferta com quatro novos cursos, totalizando 19 cursos a serem ministrados na Igreja Adventista de Cosme de Farias. Ela observou o aumento da procura por parte dos homens para o segundo semestre. “Eles viram o resultado do primeiro grupo e se animaram. A maioria das pessoas está desempregada e em busca de novas oportunidades. Agradeço ao Sesc essa oportunidade que está dando a Cosme de Farias”, exclama.

Resgate Cultural – O trabalho de Valorização Social do Sesc também tem contribuído para a preservação de artes milenares como a renda de bilro, uma tradição trazida pelos portugueses nos idos do Brasil Colônia e passada de mãe pra filha. A instrutora de renda de bilro, Dionelia Trindade, exibia na feira o entrelace dos bilros no alto de almofadas feitas em folha de bananeira. Recentemente, Dona Dionélia foi procurada pela produção da novela Velho Chico para ensinar o ofício às atrizes que interpretam as rendeiras na novela global.

Outra manifestação da cultura preservada pelo Sesc é a cerâmica em torno, considerada o material artificial mais antigo produzido pelo homem. As primeiras cerâmicas que se têm registro são datadas da pré-história. Com 36 anos de Sesc, o instrutor natural de Maragogipinho, Nilton Moreira, exibiu com maestria a técnica ensinada por ele aos alunos no CFA.

Os cursos de Valorização Social do Sesc integram o PCG (Plano de Comprometimento e Gratuidade)  que visa proporcionar uma nova oportunidade de geração de renda e inclusão social. A realização da Feira conta com o apoio do Centro Público de Economia Solidária e do Centro de Culturas Populares e Identitárias ─órgãos do Governo do Estado. 

A “Feira Sesc de Artesanato das Comunidades” movimentou a Praça Tereza Batista, no Pelourinho, na quarta-feira, 15 de junho. Realizada duas vezes por ano, a mostra exibe e comercializa o trabalho dos alunos dos cursos de Valorização Social mantidos pelo Sesc em Salvador. Neste semestre, cerca de 8 mil pessoas, em sua maioria de comunidades carentes, participaram de cursos gratuitos de artesanato, culinária, trabalhos manuais, apresentação pessoal e corte & costura.

Quem circulou pelos estandes com todo tipo de artesanato manual, além de quitutes, conferiu um trabalho que simboliza para muitos dos alunos atendidos uma nova oportunidade de geração de renda em tempos de crise, além do resgate da autoestima. É o caso de Cristiane Gonzaga, moradora de Itapagipe, concluinte dos cursos de Pintura em Tecido e Macramê. “Liberdade financeira é tudo para a mulher. E isso eu conquistei através do Sesc. Com o artesanato ainda posso ajudar meu marido com as contas da casa”, conta.

Somente neste primeiro semestre de 2015, o Sesc atendeu 8 mil alunos em Salvador, distribuídos em 600 turmas divididas entre o CFA (Centro de Formação Artesanal do Sesc), que fica no Pelourinho, e em 71 núcleos comunitários espalhados pela cidade, em bairros como Águas Claras, Capelinha, Tancredo Neves, Brotas, Cajazeiras, Lobato, Cosme de Farias, entre outros.

O gerente do CFA, Jairo Gomes, recorda que, há três anos, a mostra migrou para o Pelourinho, com o apoio de órgãos do Governo do Estado, ocupando mais espaço e com mais atrações. “Realizamos a Feira duas vezes ao ano para marcar o encerramento dos cursos a cada semestre. A comercialização não é o ponto principal, mas sim o contato dos alunos com o público e a troca de experiência entre eles, fomentando o empreendedorismo”, diz Jairo.

Para a concretização desse trabalho, o Sesc conta com uma rede de apoiadores, entre espaços localizados nos bairros atendidos e os líderes comunitários a exemplo de Joanice Querino, de Cosme de Farias. “Algumas pessoas estavam desempregadas e já estão ganhando dinheiro em apenas quatro meses de curso, fazendo doces para vender”, comemora ela, que foi responsável por divulgar os cursos na comunidade.

Para o 2º semestre, dona Joanice já tem 250 pessoas interessadas e uma oferta com quatro novos cursos, totalizando 19 cursos a serem ministrados na Igreja Adventista de Cosme de Farias. Ela observou o aumento da procura por parte dos homens para o segundo semestre. “Eles viram o resultado do primeiro grupo e se animaram. A maioria das pessoas está desempregada e em busca de novas oportunidades. Agradeço ao Sesc essa oportunidade que está dando a Cosme de Farias”, exclama.

Resgate Cultural – O trabalho de Valorização Social do Sesc também tem contribuído para a preservação de artes milenares como a renda de bilro, uma tradição trazida pelos portugueses nos idos do Brasil Colônia e passada de mãe pra filha. A instrutora de renda de bilro, Dionelia Trindade, exibia na feira o entrelace dos bilros no alto de almofadas feitas em folha de bananeira. Recentemente, Dona Dionélia foi procurada pela produção da novela Velho Chico para ensinar o ofício às atrizes que interpretam as rendeiras na novela global.

Outra manifestação da cultura preservada pelo Sesc é a cerâmica em torno, considerada o material artificial mais antigo produzido pelo homem. As primeiras cerâmicas que se têm registro são datadas da pré-história. Com 36 anos de Sesc, o instrutor natural de Maragogipinho, Nilton Moreira, exibiu com maestria a técnica ensinada por ele aos alunos no CFA.

Os cursos de Valorização Social do Sesc integram o PCG (Plano de Comprometimento e Gratuidade)  que visa proporcionar uma nova oportunidade de geração de renda e inclusão social. A realização da Feira conta com o apoio do Centro Público de Economia Solidária e do Centro de Culturas Populares e Identitárias ─órgãos do Governo do Estado.