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Inflação se torna convidado indesejado do Natal. Ceia está 11,7% mais cara este ano na Região Metropolitana de Salvador, calcula Fecomércio-BA

Sistema Comércio
6 de dezembro de 2021
Inflação se torna convidado indesejado do Natal. Ceia está 11,7% mais cara este ano na Região Metropolitana de Salvador, calcula Fecomércio-BA

A média de preços dos presentes da época também tem aumento de 9,3%.

A inflação estará presente nas ceias das famílias da Região Metropolitana de Salvador. De acordo com o levantamento da Fecomércio-BA com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15, do IBGE, os principais itens de alimentos e bebidas buscados para o Natal estão, em média, 11,7% mais caros do que há um ano.

“Esse percentual é superior a inflação geral da região, de 10,73% nos últimos 12 meses. Ou seja, o consumidor vai ter que desembolsar um dinheiro a mais para uma ceia farta”, destaca o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze.

Em relação aos presentes, a média de preços dos produtos que são procurados nesta época do ano está 9,3% mais alta na comparação com o mesmo período de 2020. Embora seja uma variação abaixo da inflação geral, há muitos produtos que superam os 20% de aumento.

“Primeiro, sobre a ceia. O item que mais cresceu de preço em um ano foi o frango inteiro com 29,6%, seguido do queijo (22,7%). As cervejas estão 19,5% mais caras. São os custos de produção mais elevados que têm impactado o preço na ponta. Desde a ração animal, gasto com energia e transporte, que contribuem para as carnes e derivados, até o custo do lúpulo para a fabricação de cervejas” compara o economista.

Os pescados, tradicionais na ceia, subiram em média 6,5%. Não está especificado, mas o bacalhau tende a subir mais de preço por conta do dólar mais caro. Contudo, para compensar, os ingredientes da bacalhoada estão mais baratos como é o caso da cebola (-22,5%), da batata-inglesa (-4,5%) e do arroz (-2,4%).

No segundo grupo, o de presentes, quem está pensando em comprar um televisor é melhor ir preparando o bolso. O aumento nos últimos 12 meses desse produto foi de 28,5%. Não muito longe dessa variação estão os itens de mobiliário que sobem, em média, 16,3%.

“Alguns produtos eletrônicos e mobiliários sofreram muito com o aumento de custo e falta de insumos. No caso do televisor, o aumento está sendo visto mais para este final do ano, enquanto outros produtos como o computador pessoal já passaram por um forte ajuste para cima na primeira parte deste ano e, agora, acumula queda de 3,7%”, pontua Guilherme Dietze.

Nos artigos de vestuário e calçados, há uma grande assimetria nas variações. Itens que estão subindo acima da inflação geral são: sapato feminino (14,3%), calça comprida feminina (13,9%), sapato infantil (12%) e tênis (11,7%).

No sentido inverso, é possível encontrar produtos mais baratos este ano como a bermuda e short infantil (-1,9%), vestido infantil (2,2%) e camiseta infantil (5,3%).

“Portanto, a inflação trará um saber amargo no período de Natal, tanto na ceia quando na compra de produtos. Por mais que alguns itens tenham registrado quedas, mas são reduções de um nível elevado de comparação, ou seja, é o tal ficando menos caro”, salienta o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze.