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Insegurança no emprego reduz Intenção de Consumo das Famílias em julho, aponta Fecomércio-BA

Sistema Comércio
27 de julho de 2021
Insegurança no emprego reduz Intenção de Consumo das Famílias em julho, aponta Fecomércio-BA

Famílias de Salvador estão cada vez mais pessimistas em relação a oportunidades de trabalho.

Em junho, o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), elaborado mensalmente pela Fecomércio-BA, registrou nova queda, a quarta seguida, ao passar dos 75,7 pontos em junho para os atuais 75,3 pontos, recuo de 0,5%. Na comparação com igual período de 2020 o ICF sobe 23,9%, porém importante lembrar que a situação era bastante delicada nesse mês do ano passado por conta da pandemia do coronavírus.

Para o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze por estar abaixo dos 100, numa escala de 0 a 200 pontos, esses números revelam que as famílias de Salvador estão insatisfeitas com as suas condições econômicas em geral.

“Mas o dado de julho mostra que a maior queda foi do item Perspectiva Profissional, de 11,5% e atinge os 73,1 pontos. Esse é o menor patamar desde setembro do ano passado. São 60% das famílias que acham que não terão melhoria profissional nos próximos 6 meses para o responsável pelo domicílio”, pontua Dietze.

A situação do momento também preocupa. O item Emprego Atual recuou 3,9% e está nos 88,2 pontos. É a quarta retração seguida, o que mostra um aumento da insegurança em relação ao emprego.

Outra queda foi do item Nível de Consumo Atual, de 3% e chega aos 63,1 pontos.

“Em termos absolutos, são praticamente 60% das famílias que estão consumindo menos do que há um ano. Para o futuro próximo, no entanto, o pessimismo é um pouco menor, de 74,8 pontos, conforme o item Perspectiva de Consumo, alta mensal de 6″%”, destaca o economista.

O item Momento para Duráveis cresceu 11,8% em julho. Porém, é o item com a mais baixa avaliação, com 43,2 pontos, ou seja, um pessimismo elevado.

“Ainda são 77% dos entrevistados que dizem ser um mau momento para compras de produtos como geladeira, fogão, televisor etc. Essa melhora relativa pode estar ligada a facilidade de compra através do cartão de crédito e carnês, modalidades de compras financiadas, e que a PEIC, outra pesquisa da Fecomércio-BA mostra que são esses os dois principais tipos de dívidas”, salienta o consultor econômico.

As demais elevações foram dos itens Renda Atual (90,6 pontos) e Acesso a Crédito (94,4 pontos), de 3,7% e 0,4%.

“Quando a análise é feita por faixa de renda, há uma discrepância nos resultados. Enquanto o índice de intenção de consumo para as famílias de renda inferior a 10 salários-mínimos cai 1%, o ICF para o grupo de renda mais alta sobe 2,8%”, justifica Guilherme Dietze. A diferença na pontuação também é significativa, de 71,4 contra 117,3 pontos, dos que ganham menos e dos que ganham mais.

De forma geral, a intenção de consumo está na trajetória de queda pelas incertezas da economia, sobretudo na geração de emprego e com a inflação alta. “Com isso, o consumidor tem buscado mais crédito e ficado mais endividado, como aponta a Fecomércio-BA. Por isso, o medo de perder o emprego e não ter condições de quitar os compromissos feitos”, complementa o consultor econômico da Federação.