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Selecionados da 5ª edição da Mostra Sesc de Música se apresentam no canal do Sesc Bahia

Sistema Comércio
4 de novembro de 2021
Selecionados da 5ª edição da Mostra Sesc de Música se apresentam no canal do Sesc Bahia

O projeto contemplou 10 propostas de grupos/artistas baianos com apresentações no canal Sesc Bahia no Youtube

De 5 a 7 de novembro o Sesc Bahia realiza a 5ª edição da Mostra Sesc de Música, que este ano teve 261 grupos/artistas inscritos e um total de 1.063 músicas submetidas ao processo de seleção. O projeto busca contribuir para o desenvolvimento da produção musical autoral e valorizar a qualidade de músicos e compositores em seus diferentes gêneros, estilos e formações. As apresentações acontecerão em formato online, com início às 19h, através do canal www.youtube.com/SescBahiaOficial

A mostra será composta por 10 propostas artísticas, avaliadas por profissionais da área de música do Sesc e selecionadas utilizando critérios como originalidade, inovação e diversidade. A curadoria também considerou questões sensíveis como as poéticas da atualidade, o território em que os (as) artistas habitam e produzem, a interseccionalidade e força expressiva e estética dos trabalhos.

Afrobrasilidade, sonoridades contemporâneas, questões LGBTQIA+ e a presença da mulher na produção musical brasileira são alguns dos eixos temáticos que o público verá nas apresentações do projeto e conhecer o trabalho de Gustavo Melo e Tambor de Corda – com repertório que mescla músicas autorais e versões de musicas afro religiosas; Melly – com um trabalho autoral baseado no soul e no RnB; Eloah Monteiro – com músicas autorais e versões de grandes artistas da música popular brasileira; Avenida – com beats eletrônicos da nova escola do pagode baiano e influências do trap; Africania e DJ Lerry – ritmos brasileiros com influências do afro-jazz, da música caribenha e do acid-rock; Morgana Moreno e Marcelo Rosário – com composições que trazem elementos do universo da música brasileira e influência de outros universos musicais mundo afora; Ana Barroso – com um trabalho que tem referências marcantes que passeiam desde as cantoras de rádio até o cancioneiro popular; Dona Iracema – banda de Caatincore com letras políticas e provocadoras; Amanda Rosa – através do rap, dos ritmos afro baianos e de escrevivências poéticas traz na sua música a reconexão ancestral e caminho para autonomia; Roça Sound – composições com sonoridades entre as culturas das periferias nordestinas, brasileiras e mundiais, utilizando a técnica do Sound System e Hip Hop.

Todas as gravações foram realizadas no Teatro Sesc-Senac Pelourinho, com direção de Larissa Lacerda – Artista-pesquisadora, criadora audiovisual, diretora, iluminadora, coordenadora técnica de eventos.

Para ficar por dentro de toda a programação, basta seguir os perfis da instituição nas redes sociais: Instagram – @sescba | Facebook – facebook.com/sescbahia. Inscreva-se no canal Sesc Bahia do Youtube e acione o sino para receber a notificação das estreias. #tododiaédiadesesc

Programação

5 de novembro, a partir das 19h

Gustavo Melo e Tambor de Corda

Durante sua apresentação o grupo Tambor de Corda busca entreter e passar ao público um pouco das diversas manifestações da cultura afro religiosa na Bahia. O show apresenta um repertório que mescla músicas autorais, e versões de musicas afro religiosas sendo toda a apresentação envolta no conceito de ordem estabelecida pelos cânticos dos orixás.

Melly

Aos 19 anos, Melly já acumula mais de 50 composições (em português e em inglês), num trabalho autoral baseado no soul e no RnB. Suas maiores inspirações na música são Amy Winehouse, Tim Maia e Nina Simone. Com algumas faixas já publicadas nas plataformas de streaming, agora em 2021 ela inaugura uma fase estratégica de sua carreira e traz entre outras novidades o EP Azul.

Eloah Monteiro

Dona de uma voz marcante, Eloah Monteiro é mulher preta, mãe, bissexual e sul-baiana. Cantora, compositora e atriz há mais de 20 anos, sua performance com músicas autorais e versões de grandes artistas da música popular brasileira já abrilhantaram os palcos de diversos Concertos, Eventos Literários e apresentações em cidades da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Argentina.

6 de novembro, a partir das 19h

Avenida

Na Avenida, os beats eletrônicos da nova escola do pagode baiano, fortemente influenciados pelo trap, encontram a leveza da moderna escola do Neo-Soul e o peso das guitarras do Rockn`Roll. Essa massa sonora, junto com os efeitos característicos da música digital, cria as bases para as letras que falam principalmente sobre positividade e esperança, retratando o cotidiano do jovem de periferia, que trabalha duro para melhorar sua condição, mas mesmo com todas as dificuldades, não deixa de aproveitar a vida.

Africania e DJ Lerry

Assentados na resistência e na sacralidade da cultura afro-brasileira, os ritmos brasileiros representam a bússola do grupo Africania. A identidade sertaneja do grupo, além de ressaltar o respeito ao divino e o vigor dos batuques, revela sua hospitalidade quando acolhe influências do afro-jazz, da música caribenha e do acid-rock. Contudo, é com a consciência de suas raízes que o grupo se reconhece enquanto

semeador de uma sonoridade universal. Idealizado em 2006 por Bel da Bonita, Africania contabiliza em seu currículo sete discos, além de ter concebido trilhas sonoras em diversas produções.

Morgana Moreno e Marcelo Rosário

Premiados com o 1º lugar no concurso Internacional Leopold Bellan (Paris) e considerados embaixadores da música brasileira pela imprensa alemã (Deutsche Welle Brasil), o duo formado por Morgana Moreno e Marcelo Rosário traz uma ampla bagagem ao longo de uma parceria que data mais de 10 anos, passando por palcos do Brasil e Europa. Atualmente finalistas do Prêmio Profissionais da Música com seu mais recente álbum, Nascente, lançado no início da pandemia nas plataformas digitais.

Ana Barroso

Aos 15 anos, Ana assumiu a voz como instrumento de trabalho, cantando em diversos bares, festivais e eventos no sudoeste baiano. Neste período, suas performances no palco já despertavam atenção para uma expressividade cênica dotada de visceralidade peculiar ao interpretar grandes nomes da música popular brasileira como Carmen Miranda, Dalva de Oliveira, Marinês, Ademilde Fonseca, etc. Filha do cantor e compositor Nagib Barroso, Ana tem fortes raízes musicais e trajetória assenta da em referências marcantes que passeiam desde as cantoras de rádio até o cancioneiro popular de sua região.

7 de novembro, a partir das 19h

Dona Iracema

Dona Iracema é uma banda de Caatincore em Vitória da Conquista, na Bahia. Formada em 2012, ficou conhecida por sua extrema energia e irreverência nos palcos, sem perder a pose e a essência da caatinga e do bom Rock’n’Roll! Além de suas letras políticas e provocadoras, adicionando elementos do forró, baião, axé music e do hardcore em suas músicas. A banda é liderada pela vocalista Balaio, uma mulher trans de voz marcante e pelos músicos Diegão Aprígio (baixo), Pablo Bahia (Guitarra) e Oscar Sampaio (Bateria). Essa trupe já fez shows em várias cidades do brasil e também já conquistou os prêmios Bolsa Estúdio da SKOL (2016) e o MUSA Salvador (2018).

Amanda Rosa

Residente de Salvador há 12 anos, a cantora, MC e artesã Amanda Rosa foi premiada em alguns encontros de MC’s e chegou até a seletiva estadual do Duelo de MC’s Nacional. Além disso, ela fez parte da realização da única batalha de rimas feita por e para mulheres da Bahia, a Batalha das Bruxas. Entre os trabalhos musicais já lançados estão os singles “Essa Ideia Tá Falida” e “Lama é Casa”, faixas que integram o EP “Trilogia: A Filha Revolta”. Seu mais recente trabalho, “Dança do Viver”, foi ao ar no último Dia das Mães em todas as plataformas de música acompanhado de um videoclipe inédito.

Roça Sound

Explorando sonoridades entre as culturas das periferias nordestinas, brasileiras e mundiais, foi criado, no interior da Bahia, o grupo Roça Sound.Com composições próprias que falam do cotidiano com irreverência e propriedade, variando entre o social e o sentimental, a banda tem o suingue como marca. Essa equipe vem com referências regionais, unificadas ao que é produzido nos guetos do mundo. Utilizam a técnica do Sound System e o Hip Hop, com rimas, danças e conscientização através das mensagens.