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Turismo baiano cresce 9,5% em maio e registra recorde histórico para o mês, com destaque nacional e liderança no Nordeste, aponta o Sistema Comércio BA 

Sistema Comércio, Turismo
20 de julho de 2026
Turismo baiano cresce 9,5% em maio e registra recorde histórico para o mês, com destaque nacional e liderança no Nordeste, aponta o Sistema Comércio BA 

Faturamento atingiu R$ 764 milhões em maio, o maior da série histórica para o mês, com crescimento muito acima da média nacional e de todos os estados do Nordeste

O turismo baiano manteve sua trajetória de forte crescimento em maio de 2026. Segundo levantamento da Fecomércio BA, em parceria com a Fecomercio SP, os setores ligados à atividade turística — como hospedagem, aluguel de veículos, alimentação, transporte rodoviário de passageiros, entre outros — faturaram R$ 764 milhões no mês, o maior valor da série histórica para maio. O crescimento foi de 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado, consolidando o quinto mês consecutivo de resultados positivos em 2026.

No cenário nacional, a Bahia ocupou a 3ª posição entre os estados com maior crescimento no mês. Enquanto o turismo no Brasil (soma dos estados) avançou apenas 2,2% em maio, a Bahia cresceu 9,5% — ritmo mais de quatro vezes superior à média nacional —, reafirmando o estado como um dos principais motores do turismo no país.

O desempenho ganha ainda mais relevância na comparação regional. A Bahia foi, de longe, o estado com melhor resultado entre todos os estados do Nordeste. O segundo colocado na região foi o Rio Grande do Norte, com crescimento de 5,3%, seguido por Alagoas (+5,2%) e Sergipe (+1,9%).

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o faturamento do turismo baiano atingiu R$ 3,9 bilhões, crescimento de 7,6% em relação ao mesmo período do ano passado — também recorde histórico para o período —, mantendo o estado em trajetória ascendente e consistente.

Os indicadores complementares reforçam, com grande intensidade, o bom momento do turismo baiano. Todas as variáveis analisadas pela Fecomércio BA, obtidas junto ao Observatório do Turismo da Bahia, apresentaram forte crescimento na comparação anual. O fluxo de passageiros nos principais aeroportos do estado somou 825 mil pessoas em maio, alta expressiva de 7,5% na comparação anual, sinalizando a continuidade da ampliação da conectividade aérea com o estado.

Na rodoviária de Salvador, o fluxo de passageiros alcançou 492 mil pessoas, crescimento de 8,4% em relação a maio do ano passado, indicando que o turismo rodoviário também segue em forte expansão.

Nas estradas pedagiadas do estado, o fluxo de veículos cresceu 6,4% em relação a maio do ano passado, totalizando mais de 3,1 milhões de veículos ao longo do mês, refletindo a circulação contínua de turistas pelo interior do estado.

Na hotelaria da capital, a taxa de ocupação em Salvador avançou de 56,2% para 62,3% em maio de 2026, um salto de mais de seis pontos percentuais na comparação anual — o mais expressivo entre os indicadores do mês —, evidenciando o forte aquecimento da demanda na cidade.

“Com faturamento recorde, crescimento muito acima da média nacional, liderança absoluta no Nordeste e todas as variáveis complementares em alta simultânea — sem influência de efeitos de calendário —, maio consolida um quadro que já não é mais apenas promissor: o turismo baiano vive, de fato, seu melhor momento, e os dados indicam que esse patamar elevado tende a se manter nos próximos meses, com o São João e a alta temporada se aproximando”, conclui o presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes .

 

Tabelas e Gráficos:

 

Nota metodológica:

O levantamento baseia-se nas informações da Pesquisa Anual de Serviços, no IATUR – Índice de Atividades Turísticas e na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), todas do IBGE. São realizados tratamentos estatísticos para estimar a receita dos segmentos de turismo por estado e sendo atualizado através das variações do IATUR e da PMS. Todas os dados de faturamento são atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA – Brasil.

O levantamento não conta com informações sobre o transporte aéreo, pois não fica claro de onde é captada a receita pelo IBGE, se a partir dos estados ou das sedes das empresas. Além disso, a Fecomercio SP considera somente um percentual relativamente pequeno de alimentação ligada ao turismo e não entra no cálculo transporte metroviário e municipal de passageiros.