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VAREJO BAIANO | NATAL 2025

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5 de dezembro de 2025

COMÉRCIO BAIANO PODE TER O MELHOR NATAL EM 10 ANOS, ESTIMA FECOMÉRCIO BA

Expectativa da Entidade é de um crescimento de 2% em relação a 2024, com um faturamento total de R$ 22,6 bilhões.

O varejo baiano chega ao seu momento mais importante do ano: as vendas de Natal, período de maior movimentação no setor. Segundo estimativa da Fecomércio BA, as vendas devem crescer 2% em dezembro em relação ao mesmo período do ano passado, com faturamento atingindo R$ 22,6 bilhões. Caso o resultado se confirme, será o melhor desempenho para o mês desde 2015. No ano passado, o crescimento foi de 6,8%, o que mantém o cenário positivo deste ano, superando um dezembro já muito bom.

A maior alta esperada para o período é no segmento de farmácias e perfumarias, com aumento anual de 11% e faturamento estimado em R$ 1,6 bilhão. Se isso ocorrer, será o maior valor mensal da série histórica iniciada em janeiro de 2011. Itens de cosméticos, higiene, beleza e perfumes costumam ganhar destaque nesta época do ano.

Outro crescimento importante deve ocorrer nos supermercados, com alta de 5% na comparação anual. Embora não seja um setor diretamente associado à compra de presentes, ele é fundamental pela aquisição de insumos, alimentos e bebidas para os encontros familiares e sociais de dezembro, especialmente o Natal.

As lojas de eletrodomésticos e eletrônicos devem apresentar alta anual de 3%, também com forte destaque no mês, impulsionadas pela procura de telefones, televisores, computadores e outros itens. Mesmo com juros elevados, o mercado de trabalho ainda permite maior acesso ao crédito, combinado a condições e promoções típicas do período, o que ajuda a compensar o custo financeiro mais alto.

As demais elevações devem ocorrer em materiais de construção e no grupo de outras atividades — que inclui lojas de materiais esportivos, joalherias, lojas de chocolates, petshops, entre outros — ambos com alta prevista de 1% em relação a dezembro de 2024.

No campo negativo, as vendas de veículos, motos, partes e peças devem cair 4%, seguidas pelas lojas de vestuário e calçados, com retração de 2%, e pelo segmento de móveis e decoração, com recuo de 1%.

A alta de dezembro é influenciada pela entrada do 13º salário. Segundo projeção da Fecomércio BA, baseada em dados do DIEESE e de outras instituições, cerca de R$ 2,5 bilhões devem ser destinados às compras no varejo baiano em dezembro. Esse valor representa o adicional típico entre meses comuns e o período natalino, mostrando a relevância do 13º para o desempenho do comércio. São quase 90 mil vínculos formais a mais do que no final do ano passado no estado, contribuindo para um 13º mais robusto.

Esse montante não será maior — e o comércio não terá um desempenho ainda melhor — por causa dos juros elevados e da inadimplência crescente. Em novembro, 27,1% das famílias tinham dívidas em atraso, maior nível em quase dois anos; um ano antes, eram 22,4%. Assim, parte dos recursos tende a ser usada para quitar débitos anteriores.

Por outro lado, o mercado de trabalho aquecido ajuda a equilibrar o cenário, com a menor taxa de desemprego da série histórica do estado, de 8,5% no terceiro trimestre. Além disso, a inflação na região mantém tendência de arrefecimento, acumulando 4,40% em 12 meses.

As orientações para empresários e consumidores seguem as mesmas. Para os empresários, vale oferecer formas de pagamento vantajosas, preferencialmente com desconto no PIX, que assegura recebimento imediato e sem custos. Uma boa divulgação nas redes sociais, com respostas rápidas e informações claras sobre localização e horários especiais de atendimento no período natalino, também é essencial.

Para os consumidores, é importante planejar bem os gastos com presentes para não extrapolar o orçamento e acabar inadimplente. As contas de início de ano pesam no bolso, e o equilíbrio financeiro é fundamental para garantir as compras de Natal sem comprometer os compromissos seguintes.

Nota técnica: A entidade realiza a estimativa para dezembro por ser o período do Natal, mas não há como separar tecnicamente o que é venda da data das compras habituais. Ainda assim, dada a importância do Natal, é possível combinar tendências: se as vendas do mês crescem, o resultado da data comemorativa também tende a ser satisfatório.

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