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PEIC | JANEIRO 2026

PEIC, Pesquisas
25 de fevereiro de 2026

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS SE ESTABILIZA E INADIMPLÊNCIA RECUA EM FEVEREIRO, AVALIA FECOMÉRCIO BA.

O percentual de lares com dívidas é o menor desde junho do ano passado.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada mensalmente pela Fecomércio BA, registra estabilidade técnica no nível de endividamento das famílias de Salvador, que ficou em 76,8% em fevereiro, ante 76,6% em janeiro, mantendo-se em patamar recorde em pouco mais de 15 anos. São 782 mil lares com algum tipo de dívida na capital baiana, e o nível atual está bem acima dos 65,3% registrados anteriormente.

Para as famílias que ganham até 10 salários mínimos, o percentual ficou em 79% em fevereiro, praticamente igual ao do mês anterior (78,8%). Já entre os lares com renda superior a 10 salários mínimos, houve aumento de 52,9% para 53,5%. De qualquer forma, ambos os grupos estão acima do nível observado um ano antes, de 68,6% e 30,6%, respectivamente.

Mesmo com um aumento expressivo em relação a fevereiro de 2025, a pesquisa mostra que o percentual da renda comprometida com dívidas permaneceu muito semelhante: 30,8% nesta última coleta, contra 29,9% no mesmo período do ano passado. Assim, mais pessoas estão acessando o mercado de crédito sem pressionar o orçamento doméstico, utilizando-o como complemento de renda, e não por urgência financeira.

O principal tipo de dívida segue sendo o cartão de crédito, citado por 93,6% dos endividados. Na sequência aparecem o crédito consignado e o crédito pessoal, com 6,7% e 6,2%, respectivamente. A Fecomércio BA observa que o mercado de trabalho aquecido mantém a confiança e oferece condições favoráveis para que as famílias obtenham crédito de forma saudável, em modalidades com taxas relativamente mais acessíveis.

O tempo médio de comprometimento com dívidas segue estável, em 6,4 meses, patamar que vem sendo registrado desde outubro do ano passado.

No que se refere à inadimplência, houve recuo de 25% para 24,2% entre janeiro e fevereiro, totalizando 247 mil famílias com algum compromisso de crédito em atraso. Um ano antes, o percentual era de 22,6%. De qualquer forma, trata-se da terceira redução consecutiva da taxa, indicando condições favoráveis para que os consumidores quitem as dívidas contraídas.

O tempo médio de atraso também apresentou leve recuo, de 66,6 dias para 66,1 dias, sinal de que os atrasos de curto prazo vêm ganhando peso relativo — o que é positivo, pois, em média, trata-se de uma situação mais simples de ser resolvida.

Por fim, o percentual de famílias que afirmam não ter condições de quitar a dívida em atraso ficou em 10% em fevereiro, pouco abaixo dos 10,5% de janeiro e acima dos 8,3% registrados no mesmo mês do ano passado.

A Entidade segue avaliando a PEIC de maneira positiva, com um aumento saudável do endividamento e sem sinais de alerta, dada a melhor condição de pagamento desses compromissos. A inflação na região está arrefecendo e, somada ao mercado de trabalho aquecido, tem permitido ganho real de renda que, ao mesmo tempo em que estimula as vendas do comércio, abre espaço para a organização das finanças domésticas. Portanto, a tendência para os próximos meses é de manutenção desse cenário positivo.

 

 

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