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ICEC | SETEMBRO 2026

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15 de outubro de 2026

CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO RECUA EM SETEMBRO E DOIS SUBÍNDICES ENTRAM EM ZONA DE PESSIMISMO, APONTA FECOMÉRCIO BA

Índice recua para 102,2 pontos em setembro, com condições atuais e investimentos abaixo da linha dos 100 pontos, acendendo alerta para as contratações de fim de ano.

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), apurado mensalmente pela Fecomércio BA, registrou 102,2 pontos em setembro — queda de 2,3% frente a agosto e recuo de 0,3% na comparação anual. Pela primeira vez no ano, todos os três subíndices recuaram simultaneamente, e dois deles — condições atuais e investimentos — operam abaixo da linha dos 100 pontos. O empresário do comércio de Salvador entra no último trimestre com a confiança deteriorada e sem o ímpeto que normalmente sustenta a temporada de fim de ano.

O resultado de setembro reflete pressões que se acumulam ao longo do ano: juros elevados encarecendo o crédito para capital de giro, famílias endividadas com poder de compra comprometido e avanço do comércio eletrônico sobre o varejo físico. O empresário de Salvador opera em ambiente de múltiplas restrições, sem vetor de reversão no curto prazo.

O Índice das Condições Atuais (ICAEC) recuou 4,3% em setembro, chegando a 74,1 pontos — mínimo do ano e 5,7% abaixo de setembro de 2025. O pior desempenho ficou com a avaliação da economia brasileira, que caiu 6,2%, para 55,5 pontos, refletindo profundo ceticismo em relação ao ambiente macroeconômico. A percepção sobre o comércio recuou 5,1% (75,0 pts) e a avaliação das próprias empresas cedeu 2,6% (91,8 pts). O cenário desfavorável deixou de ser expectativa para se tornar realidade operacional do setor.

O Índice de Expectativa (IEEC) recuou 1,7%, chegando a 133,3 pontos — único subíndice acima dos 100, com alta anual de 2,1%. As expectativas para a economia (-2,5%), para o comércio (-1,9%) e para as próprias empresas (-1,1%) cederam em todos os componentes. Ainda no campo otimista, o IEEC sinaliza trajetória descendente: com juros restritivos e inflação pressionando, as projeções positivas têm cada vez menos sustentação.

O Índice de Investimento e Contratação (IIEC) recuou 1,6%, retornando a 99,2 pontos — de volta ao pessimismo. O nível de investimento esperado caiu 4,3% (90,5 pts; -8,1% anual), refletindo cautela diante do crédito caro. A intenção de contratar avançou apenas 0,8% (119,3 pts) — incremento marginal que levanta dúvida sobre o volume de temporários que o varejo conseguirá absorver no quarto trimestre.

Em setembro, o comércio de Salvador entra no quarto trimestre sob alerta. Condições atuais e investimentos abaixo dos 100 pontos, expectativas em recuo e um ambiente de juros altos e consumidor endividado compõem um diagnóstico desfavorável. Mesmo com os recuos recentes da SELIC, ainda é um processo lento e de consequências de médio e longo prazo, o que mantem os desafios para o principal momento do varejo no ano.

 

 

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