No mês de São João, turismo cresce 4,5%, fatura quase R$ 540 milhões e bate recorde, avalia Fecomércio BA
No semestre, o turismo da Bahia é o que mais cresce no País
Em junho, período marcado pelos festejos de São João no Nordeste, o turismo baiano cresceu 4,5%, faturando quase R$ 540 milhões, e atingiu – novamente – a maior marca para o mês na série histórica, segundo levantamento mensal da Fecomércio BA, em parceria técnica com a Fecomercio SP.
No acumulado do ano, o faturamento total do setor no Estado superou os R$ 4 bilhões, representando um crescimento expressivo de 11,3% e um adicional absoluto de R$ 410 milhões. Além de também ter sido recorde histórico, a variação foi a maior no País, entre todos os estados analisados no levantamento.
“Tais dados atestam a importância do turismo para nosso Estado, uma atividade econômica que exerce influência sobre uma extensa cadeia produtiva e tem elevado potencial sustentável, uma vez que se trata de uma atividade econômica de baixo impacto ambiental e alta capacidade de geração de empregos,”, declara o presidente do Sistema Comércio BA -Fecomércio, Sesc e Senac-, Kelsor Fernandes.
“Como o São João é uma festa regional e, principalmente, do interior, é evidente a importância do evento para a movimentação da rodoviária de Salvador. No mês, circularam 670 mil pessoas, um crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado — volume que era computado desde janeiro de 2019”, explica Guilherme Dietze, consultor econômico do Sistema Comércio BA.
A taxa de ocupação hoteleira na capital ficou praticamente estável, pouco acima de 50%. Essa é uma taxa baixa quando comparada a outros meses do ano, em parte devido ao período de baixa temporada na capital baiana. Porém, não destoa do desempenho registrado nos anos anteriores.
Nos aeroportos do estado, a movimentação também foi positiva: 811 mil passageiros circularam pelas principais portas de entrada aérea da Bahia, um aumento de 2,9% em relação a junho do ano passado. O Estado segue ampliando a oferta aérea, o que deve manter essa tendência positiva ao longo do ano.
Nas rodovias pedagiadas, houve pequeno aumento de 0,2% no comparativo anual, totalizando 2,92 milhões de veículos. Com o fim da concessão da Via Bahia, há prejuízo nas informações, já que um volume relevante de dados deixou de estar disponível no site do Observatório do Turismo.
O resultado de junho se soma a uma base de comparação já elevada: no mesmo período de 2024, o crescimento havia sido de 19,2%, consolidando o cenário de fortalecimento do turismo no estado.
A Bahia segue como um dos principais destinos vendidos no país e, gradualmente, amplia suas conexões internacionais. A articulação de políticas públicas, o posicionamento da marca e do produto, e o interesse do investimento privado têm trazido resultados positivos para o setor, que se mantém, em certa medida, afastado do enfraquecimento da economia.
Enquanto segmentos do Comércio e Indústria já apontam para uma desaceleração econômica, o turismo segue como uma base mais resistente e deve continuar assim ao longo do segundo semestre, já que não há indicativos de reversão do cenário ou de um processo claro de desaceleração.
Tabelas e Gráficos:




Nota metodológica:
O levantamento baseia-se nas informações da Pesquisa Anual de Serviços, no IATUR – Índice de Atividades Turísticas e na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), todas do IBGE. São realizados tratamentos estatísticos para estimar a receita dos segmentos de turismo por estado e sendo atualizado através das variações do IATUR e da PMS. Todas os dados de faturamento são atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA – Brasil.
O levantamento não conta com informações sobre o transporte aéreo, pois não fica claro de onde é captada a receita pelo IBGE, se a partir dos estados ou das sedes das empresas. Além disso, a FecomercioSP considera somente um percentual relativamente pequeno de alimentação ligada ao turismo e não entra no cálculo transporte metroviário e municipal de passageiros.