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Sistema Comércio BA, através do Senac, e Sebrae lançam o programa Origem & Sabor para fortalecer a identidade gastronômica da Bahia.

Eventos, Sistema Comércio
19 de agosto de 2026
Sistema Comércio BA, através do Senac, e Sebrae lançam o programa Origem & Sabor para fortalecer a identidade gastronômica da Bahia.

Iniciativa reúne ações de capacitação, consultorias, mentorias e experiências voltadas à valorização da identidade gastronômica baiana e ao fortalecimento dos pequenos negócios

 

O Sebrae Bahia e o Senac lançaram, na tarde desta terça-feira (11), no Restaurante-Escola do Senac, no Pelourinho, em Salvador, o projeto Origem e Sabor. A iniciativa foi criada para fortalecer pequenos negócios do setor de alimentação fora do lar a partir da valorização da identidade gastronômica dos territórios, conectando gastronomia, cultura e turismo como elementos capazes de gerar valor para os empreendimentos.

Durante o lançamento, o diretor de Administração e Finanças do Sebrae Bahia, Vitor Lopes, destacou a importância da parceria entre as instituições para unir conhecimentos técnicos e empresariais. “É muito importante aliar o conhecimento técnico profissional ao conhecimento de gestão e organização empresarial”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa também pretende ampliar a qualificação dos empreendedores em áreas como gestão, comportamento de mercado, aspectos financeiros e tributários. Para Lopes, a integração dessas competências pode contribuir para o fortalecimento de um setor considerado estratégico para a economia baiana.

A diretora de Educação Profissional do Senac, Carla Alessandra Spínola, ressaltou o potencial da gastronomia como instrumento de desenvolvimento econômico e cultural. Para ela, o lançamento representa um passo importante para o fortalecimento da gastronomia, do empreendedorismo e da identidade cultural da Bahia. “Nossa tradição e nossa história se revelam na diversidade dos nossos territórios”, afirmou. Carla destacou ainda que a união entre Sebrae e Senac permite ampliar oportunidades e oferecer suporte para que bares e restaurantes desenvolvam experiências gastronômicas autênticas.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel – Bahia), Júlio César, também participou do lançamento e ressaltou a relevância da culinária baiana para o turismo. “Tudo o que for feito para fortalecer a culinária baiana é importante, porque ela é uma das nossas grandes riquezas”, afirmou. Para ele, a gastronomia está entre os principais atrativos turísticos do estado.

Identidade e gastronomia

A programação contou ainda com uma roda de conversa sobre gastronomia e identidade dos territórios, reunindo profissionais do Senac, consultores, empreendedores e representantes de negócios gastronômicos. Participaram do debate os instrutores do Senac Pelourinho João Santos e Emanuel Bandeira, os consultores do Sebrae Aldir Parisi e Márcio Maia, a chef e proprietária do restaurante Dona Mariquita, Leila Carreiro, e Ana Carla Pereira, coordenadora operacional do Restaurante-Escola do Senac Pelourinho.
Durante a conversa, Leila Carreiro falou sobre a trajetória do Dona Mariquita, que completa 21 anos, e sobre a pesquisa que levou à construção do conceito de cozinha patrimonial adotado pelo restaurante. A proposta busca valorizar preparações de origem africana e indígena e preservar a memória por meio da alimentação. “A cozinha fala das nossas histórias. E a cozinha baiana é rica em diversidade”, afirmou. A chef também destacou a importância da identidade para a construção do trabalho desenvolvido no restaurante.
Leila também relatou a importância da busca por orientação para transformar a identidade do negócio em estratégia de empreendedorismo. Segundo ela, pesquisas realizadas durante a trajetória do Dona Mariquita mostraram que a comida está associada à memória afetiva dos clientes. A partir dessa percepção, a empreendedora passou a buscar conhecimento e orientação para compreender melhor o negócio e definir seus caminhos.
Aldir Parisi ampliou a discussão ao abordar a experiência proporcionada pelos estabelecimentos gastronômicos. Segundo ela, comer fora não se resume à comida servida à mesa, mas envolve também o ambiente, o serviço e a capacidade de transmitir ao cliente a história presente em cada prato. “Comida não é só sentar à mesa. É ter um ambiente diferenciado, uma comida contando história e um serviço que possa compreender o que está em cada prato”, explicou.
A relação entre identidade cultural e gestão também esteve entre os temas debatidos. Para Márcio Maia, valorizar a identidade de um empreendimento precisa estar acompanhado de mecanismos de gestão capazes de garantir sua sustentabilidade. “É preciso ter controle, com indicadores de resultados, conhecer e trabalhar bem nossas empresas. Sem gestão, não sobrevive”, afirmou.