Sob nova coordenação, Câmara Empresarial do Turismo da Fecomércio BA debate patrimônio histórico e temas do setor

A CET – Câmara Empresarial do Turismo da Fecomércio BA realizou, nesta quarta-feira (2/09), na Casa do Comércio, a primeira reunião coordenada por Avani Duran, que assume a coordenação do grupo pelos próximos dois anos. O presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes, deu as boas-vindas à empresária que retorna à liderança da CET, colegiado que ajudou a criar em 2011. A empresária do setor de eventos, Andréa Chamusca, assume a como subcoordenadora do grupo que reúne lideranças e representantes de entidades ligadas ao trade turístico.
Com a experiência de quem milita há mais de 40 anos na área, Avani fez uma reflexão sobre o turismo na atualidade, ressaltado os diferenciais e nuances da Bahia turística, do sincretismo ao patrimônio histórico, passando pela musicalidade e os recursos naturais.
“O turismo é mudança, renovação, é aprendizado contante. Os nossos clientes mudaram com o passar do tempo. Hoje o turista vem a Bahia já conhecendo tudo. Precisamos fornecer experiências diferenciadas. O empresário do turismo tem que ser cada vez mais criativo e o nosso Estado nos ajuda nessa tarefa. O nosso patrimônio histórico nos distingue de todos os lugares, somos o berço desse país”, declarou Avani Duran.
O secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacellar, prestigiou a reunião, apresentando ao trade turístico os últimos números do turismo enquanto atividade econômica, com participação relevante na arrecadação de ICMS para o estado.
A programação contou ainda com a participação do historiador Francisco Senna, que discorreu sobre “Patrimônio Histórico de Salvador: Preservar no Presente para Embasar o Futuro”. A apresentação propôs uma reflexão sobre a importância da preservação do patrimônio histórico da capital baiana e sua relação com o fortalecimento da atividade turística.
“O turismo é hoje a principal força de geração de empregos em Salvador, uma cidade cuja vocação histórica sempre esteve ligada ao comércio e aos serviços”, destacou o historiador, acrescentando que “ao abordar a atual situação das igrejas da capital baiana, é importante lembrar que, quando foi fundada, Salvador tinha a função estratégica de servir como uma fortaleza. As igrejas representam um patrimônio histórico, cultural e turístico de enorme relevância e são parte essencial da identidade da cidade”.