Turismo baiano dispara 16% em junho, bate recorde no mês e fecha o melhor primeiro semestre da história, aponta Fecomércio BA

Faturamento atingiu R$ 780 milhões em junho, o maior valor da série histórica para o mês, e acumulado do semestre alcançou R$ 4,7 bilhões, também um recorde.
O turismo baiano encerrou o primeiro semestre de 2026 em seu melhor momento da história. Segundo levantamento da Fecomércio BA, em parceria com a Fecomercio SP, os setores ligados à atividade turística, como hospedagem, aluguel de veículos, alimentação e transporte rodoviário de passageiros, entre outros, acumularam faturamento de R$ 4,7 bilhões entre janeiro e junho. O resultado representa um crescimento de 8,9% em relação ao mesmo período do ano passado e estabelece um novo recorde histórico para o semestre.
Somente em junho, mês marcado pelo São João — uma das maiores festas populares do país e um dos principais eventos impulsionadores do turismo na região —, o faturamento foi de R$ 780 milhões, crescimento de 16,0% na comparação anual. Essa foi a maior variação mensal registrada pelo estado em 2026 e representa um recorde para o mês.
No cenário nacional, a Bahia se destacou entre os estados com melhor desempenho no mês, ocupando a 2ª posição em crescimento. Em junho, enquanto o turismo brasileiro, considerando o conjunto dos estados, avançou 1,7%, a Bahia registrou alta de 16,0%, quase dez vezes superior à média nacional.
“O resultado reforça a posição de destaque do estado no cenário turístico brasileiro e consolida o desempenho positivo observado ao longo de todo o primeiro semestre”, enaltece o presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes.
Na comparação regional, a Bahia liderou novamente o Nordeste, seguida por Alagoas (+15,7%), Sergipe (+9,6%) e Rio Grande do Norte (+5,6%).
O resultado de junho ganha ainda mais relevância diante de dois fatores que, em tese, poderiam conter o avanço do setor. O primeiro foi a Copa do Mundo, cujos jogos ao longo da segunda quinzena do mês tenderam a manter parte dos turistas potenciais em seus locais de origem. O segundo foi o forte aumento do preço do querosene de aviação (QAV), que elevou os custos do transporte aéreo e tornou a decisão de viajar mais sensível ao orçamento das famílias. Ainda assim, o turismo baiano não apenas resistiu a essas pressões, como também registrou a maior alta mensal do ano, reforçando o desempenho positivo do setor no estado.
Para o consultor econômico da Fecomércio BA, Guilherme Dietze, esse desempenho reforça uma vantagem estrutural do estado. “Em momentos de maior pressão inflacionária sobre o setor, a Bahia tende a se beneficiar de sua posição geográfica privilegiada, por ser um destino mais rápido e acessível a partir dos principais centros emissores do país, como São Paulo, além de apresentar custos relativamente mais baixos do que seus concorrentes na região. Esse perfil favorece a manutenção, e até a ampliação, da demanda, mesmo em um cenário de aumento do custo das viagens”, destaca o consultor econômico.
Os indicadores complementares também confirmam o bom momento do setor. Todas as variáveis analisadas pela Fecomércio BA, obtidas junto ao Observatório do Turismo da Bahia, apresentaram crescimento na comparação anual. O fluxo de passageiros nos principais aeroportos do estado somou 860 mil pessoas em junho, alta de 6,0% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Na Rodoviária de Salvador, o fluxo de passageiros alcançou 681 mil pessoas, crescimento de 5,1% na comparação anual. Já nas rodovias pedagiadas do estado, o fluxo de veículos cresceu 4,9%, totalizando mais de 3,0 milhões de veículos ao longo do mês.
Na hotelaria da capital, a taxa de ocupação em Salvador avançou de 50,3% para 53,1% em junho de 2026, um ganho de 2,8 pontos percentuais na comparação anual.
Com seis meses consecutivos de crescimento, recordes em sequência e nenhum sinal de reversão da tendência, o turismo baiano chega ao segundo semestre em posição privilegiada, com a perspectiva concreta de encerrar 2026 como mais um ano histórico para o setor no estado.