VAREJO BAIANO | DIA DAS CRIANÇAS 2026
VAREJO BAIANO DEVE CRESCER 1% EM OUTUBRO, MÊS DO DIA DAS CRIANÇAS, PROJETA FECOMÉRCIO BA
Já a inflação média dos itens tradicionalmente procurados para a data é de 5,51%, acima da média geral da região, com pressão distribuída entre cosméticos, informática, calçados e acessórios
A Fecomércio BA projeta perspectivas positivas para o varejo do estado no mês de outubro, período em que se celebra o Dia das Crianças, uma das principais datas comemorativas do comércio no segundo semestre. A expectativa é de um crescimento médio de 1% nas vendas dos setores mais ligados à data, em comparação com o mesmo período do ano anterior, seguindo a tendência positiva que vem sendo observada no varejo ao longo dos últimos meses.
O resultado, embora modesto, reflete a resiliência do consumo em um ambiente de juros elevados e orçamento familiar ainda pressionado. A taxa de desemprego no estado continua na sua mínima histórica, o que contribui para manter um ritmo de vendas positivos, embora num cenário cada vez mais desafiador.
Para o empresário, o momento exige atenção à experiência de compra e, sobretudo, à oferta de condições de pagamento vantajosas. Facilitar o parcelamento e oferecer descontos para pagamento à vista podem ser diferenciais importantes para atrair o consumidor que enfrenta desafios no seu orçamento, contribuindo para um melhor desempenho nas vendas do período.
INFLAÇÃO – CESTA DO DIA DAS CRIANÇAS
De acordo com levantamento da Fecomércio BA, com base no IPCA do IBGE, uma cesta com 19 itens habitualmente procurados para presentear nessa época registrou inflação acumulada em 12 meses de 5,51%. O resultado ficou acima da inflação geral da Região Metropolitana de Salvador (RMS), de 3,64%, invertendo o cenário observado em 2025, quando a mesma cesta apresentava variação de apenas 1,45%, bem abaixo dos 4,94% da inflação geral à época.
Diferentemente de outras datas comemorativas, em que um único segmento costuma liderar as altas, o topo da lista do Dia das Crianças apresenta diversidade de categorias. Os maiores aumentos de preço foram registrados em perfumes (12,07%), computadores pessoais (9,96%), bijuterias (7,86%), sandálias e chinelos (7,68%) e calças compridas infantis (6,92%). A variedade de itens entre os mais inflacionados indica que não há um vilão único, mas uma pressão distribuída entre cosméticos, informática, acessórios e calçados.
Merece atenção o comportamento dos brinquedos, item mais emblemático da data. A variação acumulada em 12 meses foi de 5,39%, um aumento importante frente aos 1,82% registrados no mesmo período de 2025. Embora não esteja entre os maiores reajustes da cesta, o ritmo de aceleração dos preços dos brinquedos traz uma leve preocupação, especialmente para as famílias que priorizam esse tipo de presente.
Outros itens voltados ao público infantil também apresentaram alta, como livros não didáticos (5,22%), bolsas (5,17%), vestidos infantis (3,74%) e tênis (2,01%). Já os conjuntos infantis (1,58%) e relógios de pulso (0,83%) tiveram reajustes mais modestos.
Na direção oposta, sete dos 19 itens da cesta registraram queda de preços. Os destaques ficam por conta dos aparelhos de som (-4,82%), sapatos infantis (-3,28%), bermudas e shorts infantis (-3,15%) e bicicletas (-2,67%). Também recuaram camisas e camisetas infantis (-0,98%), instrumentos musicais (-0,87%) e aparelhos telefônicos (-0,66%). As quedas em eletrônicos e alguns itens de vestuário podem estar associadas à dinâmica cambial e à maior competitividade do comércio nesses segmentos.
A Fecomércio BA ressalta que os valores apresentados representam a média de variação dos preços na região. Dentro de cada categoria, há uma ampla diversidade de opções e faixas de preço. Por isso, a pesquisa é sempre o melhor caminho para o consumidor, seja em lojas físicas ou pela internet, comparando ofertas e buscando o melhor custo-benefício.
A data pode ser também uma oportunidade de educação financeira. Levar a criança às compras, mas com um limite de gasto previamente definido, é uma forma de ensiná-la a fazer escolhas e a compreender o valor do dinheiro, selecionando o seu próprio presente de acordo com a capacidade de consumo da família.