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VAREJO BAIANO | INFLAÇÃO 2025

Área do Conhecimento, Pesquisas, Varejo Baiano
12 de janeiro de 2026

INFLAÇÃO EM SALVADOR FECHA EM 3,8% EM 2025, MENOR NÍVEL DESDE 2020, AVALIA FECOMÉRCIO BA.

Alimentos aceleram em dezembro e índice sobe 0,59% no último mês do ano.

 

A inflação na Região Metropolitana de Salvador, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, encerrou 2025 com alta de 3,80%, o menor patamar desde 2020. Na avaliação da Fecomércio BA, o cenário permanece positivo, apesar da maior pressão observada no último mês do ano passado, quando o índice avançou 0,59%, além da possibilidade de aumentos mais expressivos neste início de ano em função de fatores sazonais.

Na análise mensal, a elevação de 0,59% foi puxada principalmente pelo grupo de alimentos e bebidas, que registrou alta de 1,23%. Há um comportamento sazonal de aumento, até aproximadamente abril, de itens como a cebola, que subiu 53,93% apenas em dezembro, e a cenoura, com elevação de 9,39%. As carnes também vêm exercendo pressão nos últimos meses, com aumento de 2,15% em dezembro, reflexo da valorização no mercado do boi. No entanto, as negociações já indicam preços mais baixos atualmente, o que pode resultar em reajustes mais amenos nos próximos meses. Ainda assim, mesmo com a alta registrada no último mês, o acumulado em 12 meses para alimentos e bebidas ficou em 3,58%, abaixo da inflação média da região.

Outra elevação relevante no período foi observada no grupo de transportes, com alta mensal de 1,03%. Apesar disso, o grupo encerrou o ano com uma das menores variações acumuladas, de 1,57%. A pressão era esperada em função da alta temporada do turismo, refletida nos avanços de 26,53% nas passagens aéreas, de 11,19% no aluguel de veículos e de 8,99% no transporte por aplicativo.

O turismo também contribuiu para o aumento de 0,47% no grupo de despesas pessoais, impulsionado pela alta mensal de 3,45% nos pacotes turísticos. No acumulado do ano, esse foi o grupo que apresentou a maior elevação, de 6,98%.

O grupo de saúde e cuidados pessoais registrou aumento de 0,45% em dezembro e acumulou alta de 5,68% em 2025. A variação positiva foi influenciada tanto por itens de higiene, como fralda descartável, com aumento de 2,73%, quanto por medicamentos, a exemplo do hipotensor, que subiu 1,53%.

As demais variações positivas no mês foram observadas em artigos de residência (0,69%), comunicação (0,37%), vestuário (0,31%) e educação (0,07%). O grupo de artigos de residência foi o único a registrar deflação no acumulado do ano, com queda de 3,74%.

O único grupo que apresentou retração em dezembro foi o de habitação, com queda de 0,39%, influenciada principalmente pela redução de 1,94% no preço médio da energia elétrica residencial.

As perspectivas para a inflação em 2026 seguem favoráveis, sem expectativas de pressões relevantes além das tradicionais e sazonais, como o comportamento de alguns alimentos neste início de ano, os reajustes educacionais em fevereiro e os aumentos de medicamentos em abril, entre outros.

Mantido esse cenário, preserva-se um horizonte favorável para o reequilíbrio das contas familiares e para a expansão do consumo. Mesmo com a elevação mais intensa dos preços de alimentos no início do ano, o movimento não ocorre de forma generalizada, ampliando as possibilidades de substituição nas compras. Assim, uma inflação abaixo de 4% na Região Metropolitana de Salvador, sem grandes preocupações, contribui para a melhora das expectativas em relação à economia regional ao longo do ano.

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